AAE 7 Bragança 1
Depois das férias da Páscoa volta a competição, a AAE jogava o seu sexto jogo em casa com o Bragança. Apesar da equipa visitante ainda não ter nenhuma vitoria não se previa um jogo fácil, pois este clube já nos habituou a ter boas equipas, muito competitivas e aguerridas, este não fugiu à previsão. Não foi nada fácil de ultrapassar apesar de muito curta (apenas sete elementos) e mais curta ficou no decorrer da segunda parte com a lesão de um dos seus atletas.
O jogo rápido que as duas equipas explanavam em pista mantinha os poucos presentes concentrados e expectantes quanto ao desenrolar dos acontecimentos, os comentários na bancada que iam surgindo era que não seria um jogo fácil, dada a boa replica que os visitantes estavam a dar à equipa da casa nos minutos inicias. As dificuldades em encontrar espaços para a finalização por parte da AAE eram uma consequência do bom posicionamento da equipa visitante na defesa da sua baliza, sempre que recuperava a posse da bola construía rápidos contra-ataques causando sempre perigo junto da baliza da AAE.
O Bragança estava disposto a conseguir a sua primeira vitória neste torneio, e depois de ter percorrido os 235 quilómetros que separam as duas cidades, os seus jogadores rápidos e possantes intersectaram um passe recuperando a bola originando um rápido contra-ataque que viria a dar o primeiro golo do jogo, quando estava decorrido seis minutos da primeira parte.
A equipa da casa mantinha-se calma, não perdendo a sua identidade, continuou procurando o golo, em primeiro o do empate e depois se possível o que lhes desse vantagem. O tempo ia passando e as dificuldades mantinham-se, os treinadores efectuaram algumas alterações e correcções, que resultaram para o lado da equipa da casa, conseguiu o empate a quatro minutos do intervalo, tendo pelo meio existindo alguma reclamação dos seus adeptos de duas penalidades não assinaladas pelo arbitro. Quando tudo indicava que iria terminar empatada o primeiro tempo, surge o segundo golo, a dezasseis segundos do intervalo para os “Mochos”, não sei se era justo dada a boa réplica do Bragança neste primeiro tempo mas estava consumada a reviravolta.
No segundo tempo o bom jogo continuou a ser praticado pelas duas equipas, mas, notava-se algum cansaço nos Bragantinos, a lesão do seu capitão diminuiu as possibilidades de alterar o marcador, tudo ficava mais difícil, e ainda mais se complicou com o azul mostrado pelo arbitro ao numero 9. Com a possibilidade de ampliar o marcador, pois a equipa da casa dispunha de um livre directo que não converteu, mas beneficiou do Bragança continuar com menos um atleta, o que viria a ser preponderante para assim conseguir o terceiro golo aos oito minutos da segunda parte. Este minuto foi o que deitou por terra qualquer intenção do Bragança, pois como tinha o único suplente lesionado e ainda não tinha decorrido os dois minutos de penalização, continuou com apenas três atletas, o que foi bem aproveitado por parte do mochos para dilatar o marcador com mais um golo para a AAE apenas dez segundos volvidos do terceiro. Com quatro a um, o caminho estava traçado para a vitória da equipa da casa, o Bragança nunca deixou de procurar o golo e teve uma oportunidade para o fazer na penalidade que teve a seu favor, no entanto esta foi defendida pelo redes da casa. Até ao fim do jogo foi a AAE que dominou e criou as melhores situações de golo e viria ainda a ampliar o marcador até aos sete a um.
Resultado justo para a equipa que teve mais opções no banco e mais sólida nos quarenta minutos, para o Bragança uma palavra de incentivo pois com as limitações visíveis deu muito trabalho à equipa visitante e o resultado não espelha todo esse trabalho.
Arbitro o senhor José Pereira, novo nestas andanças mas um velho conhecido do clube e do banco por onde passou longos anos da sua carreira de hoquista e onde permanece ainda o seu antigo treinador, teve no apito o puder de ser ele a comandar os pupilos do seu anterior mister, quem sabe, se no seu subconsciente isso não pesou um pouco na sua prestação, dando a entender que agora quem manda é ele e por muito que reclame das decisões boas ou más, os treinadores têm que aceitar por muito que lhes custe, noutros tempos não muito longínquos era a ele (outrora jogador agora arbitro) que lhe custava e muito as decisões do então e actual treinador. A vida tem destas coincidências. Mesmo com estas condicionantes posso dizer que não é ainda dos melhores árbitros da competição, teve algumas decisões menos acertadas que podiam ter consequências no resultado, teve erros para os dois lados no entanto em maior número em prejuízo da equipa da casa.
Faltas: 9-9
Marcha marcadora:
1ªParte:0-1; 1-1; 2-1
2ª Parte: 3-1; 4-1; 5-1;6-1;7-1
Jogaram de início: Joel, Edgar (1), Filipe (cp), Henrique (2) e Carlos (2)
Jogaram ainda: Lucas, Rafa (1) e Pedro (1)
Jogadores não utilizados:
Treinador: Barbosa
Seccionista: José/ Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: Minutos antes do início parecia um jogo à porta fechada, dada a ausência de publico, apenas cinco pessoas, mas, assim que se ouviu o apito inicial, a avalanche de adeptos vindos dos corredores das bancadas, onde provavelmente assistiam ao outro jogo via televisão que tinha iniciado uma hora mais cedo e interferia directamente com o primeiro lugar na tabela desta competição, lá surgiram mais dezoito pessoas.
AL