Esta semana não existe crónica desportiva, mas existiu um
dia bem passado (sábado) em plena Serra do Gerês.
E foi o que eu tentei fazer na companhia de muitos voluntários onde incluo o Edgar e a Olívia.
Saímos de casa bem cedo, 7:30 para nos juntarmos aos outros, partíamos do Porto mais propriamente da casa da música, quando lá chegamos já os autocarros aguardavam pelos ocupantes (voluntários), eram qualquer coisa como 11 (um belo numero) autocarros e um belo numero de voluntários (façam as contas).
Os voluntários eram de todas as idades, – fiquei admirado não só com a quantidade de pessoas mas também pela diferença de idades que era visível.
A viagem correu bem e foi relativamente rápida, por fim lá chegamos ao nosso ponto de encontro “Fonte das Lamas” de onde partiríamos para a “caça” ás ditas plantas invasoras, eram de 3 qualidades diferentes, mas apenas posso dar o nome de uma, Acacia dealbata (mimosas), pois não consegui decorar as outras duas, apenas consigo dizer que uma delas era muito parecida com o pinheiro, mas picava que se fartava, não lhe valeu de muito esta sua defesa, nós éramos muitos e bem equipados para conseguir retirá-la de um espaço que não devem estar.
Rapidamente as plantas passaram a ser-nos familiares, assim que atingimos esta cumplicidade foi um tal encher os sacos que viriam a ser poucos para a apanha conseguida, vai daí, alteramos a estratégia, enchíamos os sacos no meio da Serra e vazávamos os mesmos junto à berma da estrada para voltar-mos a encher novamente.
A paisagem é deslumbrante o que nos levava a desviar o olhar por alguns segundos, mas rapidamente voltávamos ao trabalho, porque existia alguém a pedir a nossa presença (quem andava com o saco ou o serrote ou ainda com o herbicida para deitar depois de efectuar um corte nas plantas que não conseguíamos arrancar).
Chegou a hora do almoço, já merecido, foi engraçado ver aquela quantidade de pessoas espalhadas pela Serra todos de branco (t shirt) sentados uns ao sol outros à sombra recuperando forças para voltar mais umas horas ao trabalho que nos tinha levado lá.
As horas passaram muito rápido tal era a forma como estávamos envolvidos na actividade motivadora, talvez porque respirávamos ar puro e sem a normal pressão dos chefes.
Não tardou a sermos informados que estava terminada a nossa
missão neste dia, regressamos então até ao ponto de partida, lanchamos e
assistimos a um pequeno espectáculo realizado pelas crianças que também foram,
mas, tinham ficado com os monitores para passar o dia aprendendo outras coisas
sem correrem riscos desnecessários que por vezes surgem na Serra.
Valeu a pena este dia, foi gratificante fazer alguma coisa
para que a Serra do Gerês volte a ser o que era antes dos incêndios, foi pouco
e seria necessário muitos mais dias como este, mas, outros grupos irão por
certo fazer algo parecido em próximas oportunidades, quem sabe, se com a ajuda
de todos a Serra volta a ser o que muitos já viram mas eu não tive esse privilégio.
Recupera Gerês eu assim gostava de te conhecer.
AL