AA Espinho 9 Bragança 2
Lá bem do interior transmontano
veio a equipa do Bragança jogar hoje a Espinho, com uma subida na tabela derivado
dos últimos resultados conseguidos, nesta viagem traziam vontade de dar
continuidade e esses bons resultados, mas pela frente tinham uma equipa que
pretendia manter a liderança a par com o Infante Sagres, por isso não se adivinhava
muitas facilidades para o Bragança, mas a AAE também deveria entrar no recinto
com a mesma mentalidade, ou seja, que o jogo se poderia complicar visto que,
normalmente o Bragança tem sempre umas equipas bem arranjadinhas, e como alguém
dizia na bancada, – eles não são mancos…
E de facto, o jogo não foi nada fácil
para a AAE no primeiro tempo, as dificuldades em criar situações verdadeiras de
perigo foram muitas por parte da equipa da casa, o Bragança fechava vem os
espaços de penetração na sua área e respondia com velocidade e perigo para a
baliza contraria, dada a postura ofensiva da AAE, – o seu redes (da AAE) foi
chamado varias vezes a trabalho apurado. O tempo ia passado e o marcador não sofria
alterações, ambos os treinadores não mexiam nas equipas, continuavam apostando
nos cinco inicias, – talvez porque olhando para o banco as opções escassas não
fossem “credíveis”, continuávamos então num jogo sem golos e com os redes a superiorizar-se
nas situações em que as defesas falhavam, até que, a sete minutos do intervalo
surge o primeiro golo num lance individual, – só podia ser desta forma olhando
ao desenrolar do jogo. O golo animou os mochos e no minuto seguinte a AAE volta
a marcar ampliando para dois a zero, – julgo que nesta altura o resultado era
lisonjeiro para a AAE dado o desenrolar do jogo, mas com seis minutos ainda
para se jogar no primeiro tempo o Bragança tudo fez para atenuar a diferença no
marcador, mas viria a ser novamente a AAE quando faltavam apenas quarenta e
oito segundos para o intervalo, a voltar a mexer no placar, novo golo, e com este
resultado de três a zero chegamos ao intervalo.
No segundo tempo com duas alterações
em relação ao cinco inicial da AAE, a equipa da casa estava mais fresca, mas,
mesmo assim, permitiu que o Bragança inaugurasse o marcador com um remate de
meia distancia que encontrou o redes desprotegido, este golo não causou grande
moça na equipa pois um minuto bastou para a diferença ser reposta e ampliada
novamente após minuto e meio. Com cinco a um a AAE facilitou um pouco e numa
jogada inofensiva um seu jogador viu o cartão azul, dando origem a um livre
directo para o Bragança que viria a converter conseguindo então o seu segundo
golo.
Os últimos quatro minutos foram
os mais emotivos, existiram mais quatro golos para a AAE e pelo meio uma grande
penalidade (que originou um dos quatro golos) e três livres directos, um para
cada lado causados pela obtenção da decima falta e outro para a AAE em virtude
de um azul ao treinador do Bragança, ambos não foram convertidos
Estes golos conseguidos quase no
final da partida é bem evidente que a equipa do Bragança fisicamente tinha terminado,
todos os seus jogadores estavam exaustos e a AAE aproveitou esta situação para
dar uma amplitude ao resultado que não se esperaria no primeiro tempo nem nos
primeiros minutos da segunda parte, Julgo que poderemos dizer que foi bem
melhor o resultado que a exibição.
Ao Bragança resta-me dar-lhes os parabéns
pela excelente replica que deram em toda a partida, aos jogadores da AAE, que
continue a trabalhar que o objectivo esta próximo e dependem apenas deles, com sacrifício,
empenho, espírito de equipa estou certo que o vão conseguir.
Arbitro, Carlos Tadea,
uma arbitragem que em alguns momentos não agradou nem ao visitante nem ao
visitado (nada que já não seja normal nunca ninguém esta satisfeito) no entanto
poderá ter tido algumas decisões menos acertadas para ambos os lados mas sem influência
no resultado.
Faltas: 12-10
Marcha marcadora:
1ª Parte: 1-0; 2-0; 3-0
2ª Parte: 3-1; 4-1; 5-1; 5-2; 6-2; 7-2; 8-2; 9-2
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique (1), Carlos (3)
e José Pedro (2)
Jogaram ainda: Francisco, Edgar (2) e Ruben (1)
Jogadores não utilizados:
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: Dada a enorme distancia que separa Bragança de
Espinho, a equipa visitante não é das que mais adeptos trazem em apoio, mesmo
assim estava uma casa razoável com 48 adeptos. Desta vez não foi o cabelo a
incomodar o fotógrafo, mas a presença feminina que estava impaciente com a beleza
de alguns atletas e por vezes ficava à frente nas fotos, mas devo dizer que é
sempre muito agradável a presença feminina.
AL