Infante Sagres 7 AAE 1
O jogo que poderia definir o primeiro classificado neste
grupo apesar de ainda faltarem três jornadas para o fim, deu vitória à equipa
da casa e no meu entender deu também o primeiro lugar nesta série ao Infante de
Sagres.
O Infante entrou
forte no jogo e a comandar os acontecimentos, trazia a lição bem estudada pelo
seu treinador, que para alem de fazer o trabalho de casa, também foi a jogos
cruciais tirar apontamentos sobre as equipas que teria que defrontar, para não
ter surpresas.
Essas surpresas não surgiram e tudo foi normal da parte da
AAE, que demonstrou não ter ela a lição bem estudada apesar de ser “académica”
para alem disso, existe uma outra situação, o treinador da AAE não tem plano
“B” para quando necessita de jogar com equipas diferentes das que estão atrás
de si na tabela classificativa, o que demonstra que, ou não estuda o adversário
ou o subestima… e isso sai-lhe caro, como aconteceu nos últimos dois jogos fora
em que defrontou as duas melhores equipas desta série, tendo perdido os dois
jogos sem contestação, talvez porque não conhece a fundo os jogadores adversários,
não joga com a classificação e não lê os diferentes parâmetros da mesma tabela.
Mas falemos do jogo, o Infante entrou a dominar como tem
feito nos jogos em que joga com os seus directos opositores na tabela, fazia
uma boa troca de bola, pressionava alto o que dificultava a acção à AAE, que
por sua vez, sentia grandes dificuldades em manter a posse de bola e sua
circulação, o primeiro golo surgiu cedo, três minutos de jogo e estava
inaugurado o marcador para a equipa da casa, o segundo não tardou muito, mas
por dificuldade dos adeptos verem o tempo no placar não posso com exactidão
definir o tempo em que o mesmo ocorreu, com dois a zero as coisas começavam a
estar complicadas para a AAE, no entanto aproveitando uma brecha, o
aniversariante da AAE desferiu um remate forte e cruzado reduzindo a diferença
para dois a um. Este golo poderia motivar os mochos e embalar para a
recuperação, só que do outro lado esta uma equipa bem estruturada e
personalizada, sabe o que fazer e quando o fazer em pista, nesse sentido,
voltou a pegar no comando do jogo e até ao intervalo aumentou a diferença até
aos cinco a um, tendo pelo meio varias outras situações de possível
concretização, já a AAE fazia um jogo de repelões, com jogadas individuais sem
grande jogo colectivo o que facilitava a vida a quem defendia. Devo salientar
neste primeiro tempo um pormenor que me chamou à atenção, o Infante de Sagres
no decorrer deste primeiro tempo fez uma troca de jogadores estruturada,
fazendo rodar o seu cinco base retirando por períodos um deles para descansar,
mantendo sempre a equipa com capacidade física e estruturada, já a AAE fez
apenas a primeira substituição a nove minutos do intervalo e a segunda a três
minutos do fim da primeira parte, diferenças...
No segundo período fica sempre a duvida de quem é a
responsabilidade, se foi o Infante que baixou o ritmo para controlar mais a
partida, ou se foi a AAE que melhorou e muito a postura no jogo, assistimos a
um jogo mais equilibrado em que existiram situações de golo nos dois lados, no
entanto, os dois que iríamos ver seriam novamente para a equipa da casa, um (sexto) foi obtido quando faltava nove minutos para o fim e o segundo (sétimo) a três minutos e
meio de livre directo após a décima quinta falta da AAE, o que demonstra como o
jogo foi mais nivelado, antes do sétimo golo a AAE tinha já falhado uma grande
penalidade (estranha) marcada pelo senhor arbitro, o Infante tinha também
desperdiçado um livre directo relativo à décima falta. Ou seja, este período a
AAE foi capaz de defender melhor e contra atacar com algum perigo, mesmo assim
foi curta para conseguir outro resultado perante a equipa da casa.
Resultado justo e merecido para a melhor equipa o Infante
Sagres, parabéns. A AAE deve continuar a trabalhar pois ficou patente que
tem valores, mas eles têm que jogar mais no colectivo para assim conseguirem
outras vitórias colectivas e não individuais.
Arbitro, Júlio Antão, dou razão aos comentários que se
ouviam na bancada, “com esta idade se não é internacional é porque a qualidade
é fraca” pois bem, fraco é favor… fazia um bom serviço à modalidade se deixasse
de apitar, entendo a dificuldade em ter árbitros disponíveis, mas para um jogo
que definia a primeira posição escalar este senhor é sinonimo de que quem
nomeia tem que ter mais cuidado e fazer todos os possíveis para que isto não
suceda.
Faltas: 6-15
Marcha marcadora:
1ª Parte: 1-0; 2-0; 2-1; 3-1; 4-1; 5-1
2ª Parte: 6-1; 7-1
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique, Carlos (1) e
José Pedro
Jogaram ainda: Pedro Veloso, Edgar e Ruben
Jogadores não utilizados:
Francisco e Dany
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Sr. Monteiro
Assistência: A maior assistência em jogos de juvenis nesta
série onde a AAE participou, talvez porque este jogo poderia definir o primeiro
classificado na série como veio a suceder (não acredito em surpresas) mas podem
existir.
AL