AAE 3 UD Oliveirense 4
Depois de ter visto em jogos treino a Oliveirense e de conhecer
a AAE, o resultado deste jogo nada me surpreende. Nos jogos que vi da
Oliveirense deu para entender a sua forma de jogar e não modificaram nada ontem
no jogo com a AAE.
A AAE apesar de ter um banco quase completo (nove atletas) apenas
tem treinado umas vezes com seis, outras com sete e outras nem treina, por isso,
neste início de campeonato nacional não se pode exigir aos atletas coisas que não
estão preparados para fazer – já muito fazem eles porque têm alguma qualidade.
No meu entender alguns vão ser espremidos até à medula na tentativa de se
conseguir algo que se vai tornar difícil com o decorrer das jornadas, mas vamos
aguardar mais umas semanas para ver se me engano.
Quanto ao jogo de ontem julgo que a grande surpresa para mim
foi a boa prestação do redes visitante, que esteve em bom plano assim como o da
casa, que mais uma vez não comprometeu em nada, – mais uma boa exibição no jogo
de ontem, se tivesse que escolher o melhor em pista eram os dois redes. As duas
primeiras oportunidades do jogo pertenceram aos mochos, mas o primeiro golo
iria surgir para os visitantes quando decorriam quatro minutos e cinquenta e
cinco segundos de jogo, não justificava ainda esta vantagem mas com o decorrer
do tempo ia sendo justa. Os visitantes defendiam bem os caminhos para a sua
baliza ,já a AAE na procura do golo abria muitos espaços para os contra-ataques
da equipa visitante, que eram perigosos quando conseguiam ligar as triangulações.
A AAE procurava o empate mas continua a ter grandes dificuldades em conseguir
furar o bloco defensivo da Oliveirense, que ontem esteve bem melhor a defender talvez
porque, a AAE não utilize os passes e desmarcações para criar superioridade o
que facilita quem defende.
O tempo ia passando e o placar não se alterava, o intervalo
já estava próximo, os treinadores já tinham feito as suas alterações, mas tudo
continuava inalterável, até que a três minutos e meio para o fim do primeiro
tempo, novo golo para a Oliveirense, – parecia decidido o rumo do jogo. O
intervalo não tardou e era o melhor para a equipa da casa que necessitava de
descansar e repor algumas ideias.
No segundo tempo a AAE teria que fazer algo mais para dar a
reviravolta no placar, não seria tarefa fácil, é um facto que tentaram, nem
sempre com as melhores opções pois faziam-no mais com o coração do que com harmonia
nas jogadas efectuadas. O golo não surgia, o desânimo ia-se revelando dentro e
fora, o tempo não ajudava pois continuava a sua marcha descendente até que
surge outra contrariedade a expulsão de um jogador da casa, faltavam dez
minutos e meio para o fim do jogo, na marcação do livre directo a Oliveirense não
conseguiu converter assim como nos dois minutos seguintes em superioridade também
não o fez.
Foi a vez do arbitro errar também neste jogo, pois teve duas
analises diferentes em relação ao azul mostrado ao atleta da casa quando apenas
marcou falta de equipa para a Oliveirense, em vez de expulsar o jogador como o
tinha feito anteriormente, o desgaste físico era notório na equipa da casa que
fisicamente estava a dar as ultimas, o cansaço de ambas as equipas tirava algum
discernimento e as faltas de equipa aumentavam a bom ritmo, chegou primeiro à décima falta a Oliveirense, – livre directo para a AAE que não aproveitou, mas
na sequencia o arbitro marcou grande penalidade, mais uma vez esteve mal no meu
entender, pois devia ter mostrado o azul e não o fez ao jogador da equipa visitante,
na marcação da penalidade a AAE marca o seu primeiro golo reduzindo a diferença
para 1-2, mas surge outro caso neste jogo, foi marcada uma falta de equipa à
AAE que não existiu, e na bola de saída da Oliveirense o arbitro assinalou uma
falta de equipa à AAE que seria a nona em vez da décima mas o erro estava
consumado e na conversão do livre directo desta vez não falhou a Oliveirense, repondo
a diferença em um a três. A AAE passou a fazer o que quase todos fazem nestas
alturas, rematar de qualquer forma para o “chouriço”, abria ainda mais espaços
na defesa e quem aproveitou foi novamente os visitantes que voltaram a marcar fazendo
o seu quarto golo com apenas dois minutos e meio para o fim do jogo, a AAE sem
nada a perder levou a bola ao centro a na saída o jogador José Pedro desferiu
um remate ainda do seu meio campo apanhando todos desprevenidos incluindo o
redes e o (fotografo) marcando desta forma o segundo golo da equipa da casa.
Nesta altura a AAE só fazia remates para a baliza uns chegavam lá outros não, a
um minuto e vinte do fim novo remate de meia distancia o redes defende para a
frente e na recarga golo para a AAE, diferença mínima a oitenta segundos do
fim, mas era quase impossível alterar os acontecimentos, até as força para
rematar já eram escassas, o apito ouviu-se e o resultado não sofreu mais alterações.
Julgo que a Oliveirense foi um justo vencedor, a AAE lutou mas não da melhor
forma para ultrapassar a defesa dos visitantes, tendo apenas conseguido concretizar
nos minutos finais o que demonstra a dificuldade que tiveram em toda a partida nesse
aspecto.
Arbitro, Porfírio Fernandes, julgo que em todo o jogo teve três
erros mais visíveis a olho nu (digo eu), tendo saído prejudicado a equipa da
casa, se foi capaz de mostrar azul ao jogador da casa por falta a traz da
baliza (não discordo), também o deveria ter feito quando assinalou grande
penalidade e em outras duas situações em que o jogador da casa ficaria isolado,
tendo apenas assinalado falta de equipa. Tirando estas 3 situações julgo que
fez uma boa arbitragem.
Faltas: 11-10 Nota: ficou apenas 10-10 mas o erro de mesa
atribuiu mais uma falta à AAE
Marcha marcadora:
1ª Parte: 0-1; 0-2
2ª Parte: 1-2; 1-3; 1-4; 2-4; 3-4
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique (1), Pedro Veloso
e José Pedro (2)
Jogaram ainda: Edgar
Jogadores não
utilizados: Francisco, Dany e Maurício
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: Neste primeiro jogo do nacional na categoria de
juvenis assistiram ao jogo 54 adeptos (ás 17:00).
AL