Eram 6:45 da manha de dia 16 de Novembro de 2008 quando saímos de casa, e seis minutos depois já estava no pavilhão de Gulpilhares ─ Hoje o jogo era em Bragança ─ fui o segundo a chegar e passados trinta e cinco minutos depois dávamos inicio a esta longa viagem.
Por volta das 8:10 o primeiro contratempo, dois atletas deram inicio ao processo de enjoo ─ nada que não estivesse já previsto pois os sacos estavam por perto assim como os rebuçados ─ note-se que nada disto era derivado ao autocarro esse era excelente e novo.
Minutos depois foi necessária a primeira paragem ─ que benéfica foi para os enjoados ─ voltamos a estrada, com o avançar dos quilómetros ia surgindo as belas paisagens do nosso norte de Portugal, há hora que circulávamos com a neblina bem visível e baixa tornava ainda mais belo aquilo que já é belo por natureza ─ o ambiente no interior do autocarro era agora calmo e relaxante talvez pelo contagio da beleza exterior.
Já no alto da serra do Marão, iniciávamos a sempre perigosa descida, mas, a musica mais uma vez do Rui Veloso “Anel de Rubi” distraia-nos do perigo
─ A meio da viagem lembrei-me dos amigos do antigo clube ─ falo de alguns pais ─ apesar de conhecer todos os que viajavam comigo não mantenho ainda ─ talvez para me proteger de novas desilusões …. ─ Uma confiança que faça esquecer os bons momentos que passei com eles em algumas deslocações.
Faltavam 70 quilómetros para o destino “Bragança” era então a vez de entrar na festa Quim Barreiros ─ e que alteração provocou na cozinha onde estavam a totalidade dos miúdos. Já quase a chegar ao destino, foi necessária uma pequena paragem para aliviar ─ já sabem o quê ─ foi rápida, e eficaz.
O cheiro e as cores da paisagem eram já diferentes ─ para alem do verde existia também um castanho lindo misturado com a neblina que teimava não levantar ─ parecia algodão.
─ 10:50: Chegamos ao destino, (cidade de Bragança) o movimento era calmo a temperatura amena e um sol radioso ─ ia-mos com medo do frio.
─ Demos inicio a um passeio cultural visitando o castelo antes ainda do almoço, os miúdos fazem a visita como se andassem de patins ─ pouco apreciaram ─ eu pessoalmente parei varias vezes para admirar armas, armaduras, quadros, documentos e uma bandeira curiosa de Portugal … o regresso para o autocarro tinha que ser feito com cuidado pois o piso estava bastante escorregadio, daqui fomos para o almoço ─ já apetecia ─ no restaurante, as mesas não davam para todos ficar-mos juntos ─ mas isso seria também difícil, pois existia o grupo do autocarro e o grupo do automóvel ─ quanto ao almoço como não podia deixar de ser foi a conhecida “Posta” ─ lembrei-me novamente do naco apenas faltava a companhia …─ quanto a qualidade estava… excelente…o vinho era BOM assim como a agua.
Os atletas e respectivos dirigentes também almoçaram no mesmo restaurante ─ o quê não sei, mas, portaram-se todos condignamente.
Agora estava na hora do sempre importante passeio pós almoço como se de atletas profissionais se tratassem, os pais também o fizeram, só que, cada um para seu lado,
O tempo foi passando e já estávamos apenas a trinta minutos do início da partida que nos trouxe a esta cidade do interior norte de Portugal.
Já dentro do pavilhão, ─ de grande qualidade para a prática de qualquer modalidade que ali se efectue ─ o jogo desenrolasse com normalidade e sem casos, no fim a vitoria foi para a equipa da casa por um expressivo 8─0, sem contestação.
Já a preparar o regresso, vinha-mos todos um pouco triste pelo resultado, mas, felizes porque todo correu bem, já dentro do autocarro e para animar assistimos a um filme “Jack o Canguru” foi divertido e alegrou as hostes.
AL
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