Não á GUERRA - No to WAR na Ucrânia, ou noutro lado qualquer

domingo, 29 de janeiro de 2012

Raposa mais velha e em maior numero necessitou de ir ao banco para vencer jovens Mochos.


ACR Gulpilhares 6 AAE 5
 

Realizou-se ontem o último jogo do torneio de Abertura da APP, defrontavam-se o Gulpilhares já apurado para o nacional e Espinho também com o seu quarto lugar quase garantido (não seria de esperar uma vitoria do vigorosa sobre os carvalhos), ingredientes suficientes para assistirmos a um bom jogo sem a pressão da vitoria necessária para o apuramento.
Já com as duas equipas em pista podemos constatar que da parte da AAE não existiam surpresas no cinco inicial, já o Gulpilhares o mesmo não se podia dizer, – o treinador quis dar tempo de jogo a alguns jogadores menos utilizados ao longo deste apuramento.
Entrou melhor no jogo a AAE surpreendendo a equipa da casa com contra-ataques rápidos e perigosos, – pena que a AAE não saiba ainda controlar o tempo disponível de posse de bola querendo fazer tudo muito rápido originando por vezes descompensações defensivas, estes ataques rápidos surtiram efeito por duas vezes na primeira metade deste primeiro tempo, com quatro minutos e meio de jogo, obteve o primeiro golo e passados cinco minutos ampliou a vantagem para dois a zero, – a AAE era eficaz no ataque e defendia bem a sua baliza neste período, o Gulpilhares depois de surpreendido arregaçou as mangas (as do equipamento já eram de manga curta) e veio com tudo para cima da AAE na procura do golo, golo esse que surge vinte segundos depois do segundo da AAE, – foi um tónico importante para a equipa da casa e um revês na equipa visitante.
Quando estavam preparados já três atletas para entra no Gulpilhares (os que normalmente são titulares) surge o empata para a equipa da casa, faltavam oito minutos e dezasseis segundos para o intervalo. Os novos “reforços” que entraram frescos necessitaram apenas de cinquenta segundos para dar a volta total ao resultado, a AAE fez nesta altura a sua primeira alteração na tentativa de refrescar, mas do outro lado – o refresco tinha sido maior, o ritmo elevado no jogo não era benéfico para a equipa visitante e volvidos quatro minutos novo golo para o Gulpilhares, – estava consumada a reviravolta. A AAE nunca deixou de incomodar o redes da casa, mas a frescura física ia complicando a vontade enorme que os atletas demonstravam ter.
Até ao intervalo o empate poderia ter surgido mas foi novamente o Gulpilhares a marcar aumentando para dois golos a diferença no placar, resultado com que chegamos ao intervalo.
No segundo tempo a equipa que mais pressionou foi a AAE, no entanto, foi o Gulpilhares a dilatar o marcador aproveitando um ressalto de bola bem dentro da área da AAE, decorriam seis minutos da segunda parte. Com cinco a dois tudo parecia resolvido, mas estes jovens atletas da AAE demonstraram em pista que poderiam perder mas em nada eram inferiores ao seu opositor, partiram para uma fase de superioridade na partida conseguindo reduzir novamente o placar para a diferença mínima (5-4) tendo pelo meio falhado um livre directo consequência da exclusão de dois minutos do jogador do Gulpilhares. O Gulpilhares sentia necessidade de travar as jogadas de ataque da AAE e o recurso à falta era uma solução, consequência, chega primeiro à decima falta tendo a AAE aproveitado essa situação de livre directo para marcar mais um golo. Com a diferença mínima e a faltar três minutos e vinte segundos os jogadores da AAE tudo deram para conseguirem o empate, estavam eles também a duas faltas de serem penalizados com um livre directo, e esta procura incessante da bola originou a decima falta e o respectivo livre directo para o Gulpilhares, que não desaproveitou a oportunidade tendo sido bem marcado pelo atleta da casa. Faltavam dois minutos e dezasseis segundos era o que restava ao atletas da AAE, era difícil, mas nunca deixaram de pensar que podiam conseguir algo diferente, lutaram até ao apito final e ainda antes dele soar reduziram novamente para a diferença mínima com que terminou a partida.
Em suma, um excelente jogo de juvenis (com quatro iniciados bem misturados na AAE) em que o resultado mais justo seria o empate, em nada os miúdos da AAE foram inferiores aos do Gulpilhares, que quer queiram quer não queiram é uma equipa mais velha e com mais elementos, é um facto e não existe forma de o desmentir.
Quanto ao Gulpilhares os parabéns pela vitoria e pelo apuramento, nesta fase do torneio provaram que foram mais regulares e isso deu-lhes o direito a estar presentes no nacional, desejo que tenham uma boa prestação na nova fase que se aproxima.
    


Cinco inicial: Joel, Carlos, Henrique (3), Edgar e Filipe (Cap.1)
Jogaram ainda: Rafael e Pedro (1)
Jogador não utilizado: Lucas
Treinador: João Barbosa
Massagista: Cila
Seccionistas: Alfredo e José
Faltas: 11-11
     
Marcha do marcador:
1º Tempo 0-1; 0-2; 1-2; 2-2; 3-2; 4-2
2º Tempo 5-2; 5-3; 5-4; 6-4; 6-5
Arbitro: Paulo Sousa nesta partida esteve sem erros de monta, quase passou despercebido num jogo de intensidade alta.  
Assistência: 44.

AL

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