Se os meus amigos fossem assim…
Pois é nem eu sabia que tinha tantos. No entanto eles vão surgindo dos mais inesperados lugares, idade, sexo, ideologias e gostos. Se uma maioria pertence a um meio que frequentamos, outros nem por isso. Assumo que neste leque alguns são conhecidos, outros totalmente desconhecidos, uns amigos de verdade, muitos menos verdadeiros amigos.
No entanto vão surgindo situações em que nos cruzamos e aí continuamos distantes e desconhecidos, como sempre fomos, mantemos alguns preconceitos ou entraves que nos impossibilitam de sermos capazes de continuar a relação da suposta amizade que o monitor e teclado nos proporcionam.
É engraçado esta fase da sociedade em que vivemos, as palavras deixaram de ter o valor verdadeiro e passaram para a mesma fase da moeda (desvalorizada), o significado deixou de ser realista passando para um abstracto e quase vazio de definição.
Ontem e anteontem, existiu a possibilidade de trocarmos uma palavra com alguns dos “440 amigos”, estavam visíveis e ao vivo, perto ou quase sentados lado a lado com alguns deles, foram poucos os que tiveram a coragem de o fazer – eu estou incluído também nesse numero, não fiz nada para cortar essa barreira, se aqui todos nos refugiamos no teclado, lá, eu refugiei-me na maquina fotográfica e eles nos seus afazeres ou amigos e colegas de equipa.
Que amigos são estes que não são capazes de dizer um bom dia, um olá, ou trocar um simples sorriso!!!
Hoje mais uma vez, sentado e inserindo umas quantas fotos que por lá fiz, o dialogo voltou ao ecrã. Os “amigos” voltaram-se a falar, a trocar ideias e a fazer pedidos como se de verdadeiros amigos se tratassem; é estranho o estado em que a sociedade nos esta a transformar tornando-nos num ser cada vez mais complicado de entender…
AL
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