CD Póvoa 1 AAE 7
Mil setecentos e oitenta e cinco (1785)
dias passaram da última vitória que deu um título neste pavilhão à AAE (Torneio
realizado pelo Grupo desportivo da Póvoa em 1-07-2007) data da final disputada
pelos clubes AAE e AD Sanjoanense, em que saiu vencedor a AAE 4-3, ontem,
a AAE voltava a este pavilhão com seis atletas que estiveram na conquista
anterior com a possibilidade de sair dele novamente com um titulo que já não
aparecia na sua vitrina desde a época 2000/2001. Para alem destas curiosidades
acresce ainda ser a primeira vez que estes atletas podem inscrever no seu currículo
uma vitória num torneio federativo, já a equipa da casa também ela se vencesse ficaria
em boa posição de vencer o mesmo torneio.
Foi a AAE a contemplada com o troféu
(a uma jornada do fim) depois de uma boa exibição e respectiva vitória em casa
do seu directo concorrente à vitória final. Ontem os pequenos mochos
esqueceram-se dos nervos e do receio de errar na viagem, tendo praticado um bom
hóquei durante toda a partida. Assim que se ouviu o apito inicial os miúdos da
AAE tentaram impor ao adversário a sua forma de jogar fechando sempre bem os
caminhos para a sua baliza e com a bola em seu poder lançar rápidos contra-ataques
sempre perigosos. O jogo estava num bom ritmo, as claques estavam bem juntas, e
atentas ao desenrolar dos acontecimentos.
Por alguma razão eram até à altura
os dois primeiros classificados e isso dava para notar em pista, o jogo era rápido
e as formas que as equipas privilegiavam para chegar ao golo eram diferentes mas
de ambos os lados ele poderia ter surgido mais cedo, no entanto apenas quando o
relógio marcava 11:14 para o intervalo se ouviu os sofredores festejar o primeiro
golo, – e que golo, um belo remate potente e bem colocado sem qualquer hipótese
de defesa, – melhor não podia ser para os visitantes que passavam a estar na
frente não só na tabela como no jogo. O Póvoa tentou reagir à desvantagem criou
algumas situações em que podia ter empatado a partida, mas não era eficaz na
cara do redes da AAE e isso aumentava a confiança aos jogadores da AAE. Até ao
intervalo o jogo foi enérgico os jogadores de ambos os lados tudo fizeram para
alterar o marcador mas o tempo esgotou-se sem que assistíssemos a mais golos. O
resultado ao intervalo pela diferença mínima favorável à AAE era justo no meu
entender e criava emoção para a segunda parte.
No segundo tempo tudo se resolveu
muito cedo a favor da AAE, logo aos trinta e oito segundos a AAE marcou o
segundo golo, quase sem dar tempo para os da casa se restabelecer, vinte e nove
segundos passaram e a vantagem passou para três a zero, – era a alegria total
para os jogadores visitantes e seus apoiantes, já os da casa quase que atiravam
a toalha ao chão, ainda tiveram nos quatro minutos seguintes uma reacção, mas o
golo não aparecia e o tempo cada vez era menos para darem a volta ao resultado,
a AAE continuava a sua boa exibição em que todos ajudavam quando era necessário
e sempre que a bola estava em seu poder a baliza adversaria era o objectivo,
esta atitude rendeu mais dois golos num espaço de um minuto (catorze minutos e
vinte e seis segundos e aos treze minutos e vinte e seis segundos), – tudo
indicava que a vitoria final e no torneio já não fugia à AAE, aqui sim o Póvoa
baixou e muito de produção procurava apenas lançar bolas para a frente da
baliza na expectativa de um desvio ou de uma rotação, mas, nada resultava, a
AAE estava por cima na partida e geria o tempo e a diferença no marcador, a
meio do segundo tempo mais um golo para os visitantes – estavam já nesta altura
descrentes os adeptos e jogadores da casa. Mesmo assim procuravam pelo menos o
golo de honra, viriam a consegui-lo a sete minutos do fim, no entanto a AAE
dois minutos volvidos voltava a marcar fazendo o resultado final. Até ao fim ainda
surgiram algumas situações de golo, lembro-me de um livre directo favorável ao
Póvoa após a décima falta da AAE, mas não foi aproveitado e de três boas situações
para a AAE uma bola no ferro e mais dois falhanços só com o redes da casa pela
frente. Chegou o apito final e a festa foi da AAE justa não só a vitoria no
jogo mas também na prova.
Parabéns a todos, e faço votos
que não estraguem mais uma vez este belo grupo como já vi fazer noutros locais.
Para terminar apenas quero fazer um
reparo; afinal o “vírus” existe em todo o lado e não vejo forma de o eliminar,
lamento que em dezasseis jogos que teve esta competição que veio a ser ganha
pelos atletas da AAE, nunca se viu no pavilhão, o presidente ou responsável
pela modalidade, no entanto julgo que irá aparecer para receber o troféu, é
muito pouco ético esta postura de um presidente de um clube com nome de
Associação Académica de Espinho, – pensava eu que só para os lados do ACR
Gulpilhares é que isto se verificava como escrevi noutras alturas mas afinal
devem ter tirado o curso na mesma escola.
Arbitro, Nuno Sequeira, uma boa
arbitragem no meu entender, apenas teve duas situações de analise duvidosa, uma
falta a favor do Povoa que poderia ter mostrado o Azul ao jogador da AAE e o
golo do Povoa que apesar de não existir qualquer falta existe sim mais de 45
segundos com posse de bola sem rematar à baliza eu vi (55 segundos estiveram
eles a trocar a bola até à marcação do golo)
Faltas: 6-10
Marcha marcadora:
1ª Parte: 0-1
2ª Parte: 0-2; 0-3; 0-4; 0-5; 0-6;
1-6; 1-7
Jogaram de início: Joel, Edgar (1),
Filipe (1cp), Henrique (1) e Carlos (1)
Jogaram ainda: Lucas, Rafa (2), Pedro
(1) e Dani
Jogadores não utilizados:
Treinador: Barbosa
Seccionista: José e Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: 47 pessoas é pouco para um jogo de atribuição
de um título, mas mesmo assim a sua maioria eram apoiantes da equipa visitante.
AL
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