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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ventos Poveiros favoráveis aos mochos dão vitória folgada



CD Póvoa 1 AAE 7

Mil setecentos e oitenta e cinco (1785) dias passaram da última vitória que deu um título neste pavilhão à AAE (Torneio realizado pelo Grupo desportivo da Póvoa em 1-07-2007) data da final disputada pelos clubes AAE e AD Sanjoanense, em que saiu vencedor a AAE  4-3, ontem, a AAE voltava a este pavilhão com seis atletas que estiveram na conquista anterior com a possibilidade de sair dele novamente com um titulo que já não aparecia na sua vitrina desde a época 2000/2001. Para alem destas curiosidades acresce ainda ser a primeira vez que estes atletas podem inscrever no seu currículo uma vitória num torneio federativo, já a equipa da casa também ela se vencesse ficaria em boa posição de vencer o mesmo torneio.

Foi a AAE a contemplada com o troféu (a uma jornada do fim) depois de uma boa exibição e respectiva vitória em casa do seu directo concorrente à vitória final. Ontem os pequenos mochos esqueceram-se dos nervos e do receio de errar na viagem, tendo praticado um bom hóquei durante toda a partida. Assim que se ouviu o apito inicial os miúdos da AAE tentaram impor ao adversário a sua forma de jogar fechando sempre bem os caminhos para a sua baliza e com a bola em seu poder lançar rápidos contra-ataques sempre perigosos. O jogo estava num bom ritmo, as claques estavam bem juntas, e atentas ao desenrolar dos acontecimentos. 

Por alguma razão eram até à altura os dois primeiros classificados e isso dava para notar em pista, o jogo era rápido e as formas que as equipas privilegiavam para chegar ao golo eram diferentes mas de ambos os lados ele poderia ter surgido mais cedo, no entanto apenas quando o relógio marcava 11:14 para o intervalo se ouviu os sofredores festejar o primeiro golo, – e que golo, um belo remate potente e bem colocado sem qualquer hipótese de defesa, – melhor não podia ser para os visitantes que passavam a estar na frente não só na tabela como no jogo. O Póvoa tentou reagir à desvantagem criou algumas situações em que podia ter empatado a partida, mas não era eficaz na cara do redes da AAE e isso aumentava a confiança aos jogadores da AAE. Até ao intervalo o jogo foi enérgico os jogadores de ambos os lados tudo fizeram para alterar o marcador mas o tempo esgotou-se sem que assistíssemos a mais golos. O resultado ao intervalo pela diferença mínima favorável à AAE era justo no meu entender e criava emoção para a segunda parte.

No segundo tempo tudo se resolveu muito cedo a favor da AAE, logo aos trinta e oito segundos a AAE marcou o segundo golo, quase sem dar tempo para os da casa se restabelecer, vinte e nove segundos passaram e a vantagem passou para três a zero, – era a alegria total para os jogadores visitantes e seus apoiantes, já os da casa quase que atiravam a toalha ao chão, ainda tiveram nos quatro minutos seguintes uma reacção, mas o golo não aparecia e o tempo cada vez era menos para darem a volta ao resultado, a AAE continuava a sua boa exibição em que todos ajudavam quando era necessário e sempre que a bola estava em seu poder a baliza adversaria era o objectivo, esta atitude rendeu mais dois golos num espaço de um minuto (catorze minutos e vinte e seis segundos e aos treze minutos e vinte e seis segundos), – tudo indicava que a vitoria final e no torneio já não fugia à AAE, aqui sim o Póvoa baixou e muito de produção procurava apenas lançar bolas para a frente da baliza na expectativa de um desvio ou de uma rotação, mas, nada resultava, a AAE estava por cima na partida e geria o tempo e a diferença no marcador, a meio do segundo tempo mais um golo para os visitantes – estavam já nesta altura descrentes os adeptos e jogadores da casa. Mesmo assim procuravam pelo menos o golo de honra, viriam a consegui-lo a sete minutos do fim, no entanto a AAE dois minutos volvidos voltava a marcar fazendo o resultado final. Até ao fim ainda surgiram algumas situações de golo, lembro-me de um livre directo favorável ao Póvoa após a décima falta da AAE, mas não foi aproveitado e de três boas situações para a AAE uma bola no ferro e mais dois falhanços só com o redes da casa pela frente. Chegou o apito final e a festa foi da AAE justa não só a vitoria no jogo mas também na prova.

Parabéns a todos, e faço votos que não estraguem mais uma vez este belo grupo como já vi fazer noutros locais.  

Para terminar apenas quero fazer um reparo; afinal o “vírus” existe em todo o lado e não vejo forma de o eliminar, lamento que em dezasseis jogos que teve esta competição que veio a ser ganha pelos atletas da AAE, nunca se viu no pavilhão, o presidente ou responsável pela modalidade, no entanto julgo que irá aparecer para receber o troféu, é muito pouco ético esta postura de um presidente de um clube com nome de Associação Académica de Espinho, – pensava eu que só para os lados do ACR Gulpilhares é que isto se verificava como escrevi noutras alturas mas afinal devem ter tirado o curso na mesma escola.
 
    
Arbitro, Nuno Sequeira, uma boa arbitragem no meu entender, apenas teve duas situações de analise duvidosa, uma falta a favor do Povoa que poderia ter mostrado o Azul ao jogador da AAE e o golo do Povoa que apesar de não existir qualquer falta existe sim mais de 45 segundos com posse de bola sem rematar à baliza eu vi (55 segundos estiveram eles a trocar a bola até à marcação do golo)
Faltas: 6-10
Marcha marcadora:
1ª Parte: 0-1
2ª Parte: 0-2; 0-3; 0-4; 0-5; 0-6; 1-6; 1-7
Jogaram de início: Joel, Edgar (1), Filipe (1cp), Henrique (1) e Carlos (1)
Jogaram ainda: Lucas, Rafa (2), Pedro (1) e Dani  
 Jogadores não utilizados:
Treinador: Barbosa
Seccionista: José e Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: 47 pessoas é pouco para um jogo de atribuição de um título, mas mesmo assim a sua maioria eram apoiantes da equipa visitante.
AL

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