AA Espinho 4 ACR Gulpilhares 3
A quarta jornada trazia a Espinho um derby, o vizinho Gulpilhares percorria os 8 quilómetros que separam os dois pavilhões, trazendo na bagagem a vontade de conseguir o mesmo que na época passada. Já os mochos, a jogar em casa tinham vontade de rectificar o resultado da época anterior, – e diga-se que ficou atravessado, para isso contavam com todos os elementos da época anterior mais dois reforços, eram por isso candidatos ao triunfo na partida, respeitando sempre o seu opositor.
A partida iniciou-se com velocidade das duas equipas, mais do lado da AAE que conhecia melhor o recinto, o Gulpilhares como é normal disputa sempre estes jogos também com muita intensidade, este inicio também não fugiu à regra, mesmo assim, foi a equipa da casa que aproveitando esta postura inaugurou o marcador quatro minutos depois do apito inicial, – se ainda não era justo, mais para a frente nesta primeira parte acabaria por justificar.
Seguiu-se uma tentativa de reacção do Gulpilhares, mas não era a tarde deles neste primeiro tempo, a pressão alta efectuada pelos jogadores da AAE faziam com que os atletas do Gulpilhares perdessem muitas bolas ou tivessem necessidade de efectuar passes sem ligação, a AAE poderia e deveria ter conseguido dilatar o marcador, pois criou varias situações para o efeito, mas foram pouco eficazes neste aspecto (concretização) depois do primeiro golo. O jogo continuava intenso e como o resultado se mantinha na diferença mínima, os adeptos assistiam concentrados ao desenrolar da partida, já na fase em que o intervalo se aproximava e depois de algumas alterações efectuadas por ambos os treinadores, a AAE volta a marcar, – mais que justa a vitoria neste momento, até pecava por escassa, faltavam quatro minutos para o intervalo e AAE queria ampliar ou manter este resultado até esse momento. As situações surgiram mas ficaram só por situações, já o Gulpilhares conseguiu um balão de oxigénio a cinco segundos do intervalo com a marcação do seu primeiro golo, não era justa a diferença mínima para o jogo realizado pela AAE neste primeiro tempo, mas, o desporto não tem resultados pela justeza.
No segundo tempo o jogo foi diferente, o Gulpilhares recuperado com o dito “oxigénio” entrou a comandar o jogo procurando o empate que viria a conseguir seis minutos depois do inicio do segundo tempo, os atletas da AAE voltaram a mostrar que têm valor ”todos” e não se desorientaram, pelo contrario, nos quatro minutos seguintes marcaram dois golos chegando aos 4-2, quando faltavam nove minutos para o fim. A perder o Gulpilhares foi buscar forças ao seu interior e partiu para cima da AAE, nesta altura criou muitas dificuldades ao grupo da casa, essa procura da bola fez aumentar o numero de faltas e ao chegar à decima originou uma oportunidade para a AAE encerrar o jogo, o jogador encarregue de marcar esse livre directo não consegui desfeitear o redes visitante, novamente o Gulpilhares recebeu outro “balão de oxigénio” e desta vez trazia esperança, pois a três minutos do fim do jogo reduz para a diferença mínima novamente.
A partir desta altura foi a pior fase para a equipa da casa, passou a utilizar única e exclusivamente o contra-ataque sempre que recuperava a bola e em vez de ter posse de bola para retirar o ímpeto ao adversário, fazia esses ataques sempre com muita rapidez perdendo a bola também rapidamente, o que originava constantes ataques do Gulpilhares e sempre com mais posse de bola, foi então que surgiu o “desequilibrador” o redes da casa, esteve soberbo, dando uma confiança enorme aos seus colegas, defendeu tudo o que lhe surgiu pela frente, foram três minutos de trabalho intenso mas compensador, o Gulpilhares nunca deixou de acreditar e mesmo nos segundos finais, existiu uma bola que beijou o ferro e caiu quase sobre a linha de golo saindo sem que tenha entrado, – garanto, o apito final surge quase de seguida dando a vitoria aos atletas da casa.
Posso dizer que a vitoria foi justa para a equipa da casa pelo que fez no primeiro tempo, e pelo que conseguiu sofrer no segundo, como poderia estar agora a escrever que o empate era justo para o Gulpilhares, no entanto desta vez foram mais certeiros os atletas da casa.
Parabéns a ambas as equipas que proporcionaram um excelente jogo de hóquei, antes de terminar aconselho concentração aos jogadores da AAE para o próximo jogo pois o próximo opositor foi empatar a casa do Alfena.
Arbitro, Bruno Antão, uma arbitragem em que cometeu erros (graves) para os dois lados, mas nas pequenas decisões esteve sempre muito em cima e preocupado, deve rever as regras.
Faltas: 8-13
Marcha marcadora:
1ª Parte: 1-0; 2-0; 2-1
2ª Parte: 2-2; 3-2; 4-2; 4-3
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp2), Henrique (1), Carlos e José Pedro (1)
Jogaram ainda: Edgar, Pedro e Ruben
Jogadores não utilizados: Francisco e Dany
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: Dois autocarros originários de Gulpilhares, acrescentaram mais 104 adeptos aos 401 da casa, que assim preencheram muito e bem as bancadas do pavilhão Arquitecto Jerónimo Reis ontem para assistir ao jogo de juvenis.
AL
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