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domingo, 28 de outubro de 2012

“Navegador” Infante Sagres encalha em Espinho



AA Espinho 8 CI Sagres 8

 Mais um jogo de tripla o que assistimos ontem no pavilhão da AAE. Estas duas equipas comandavam com os mesmos pontos estando separadas apenas por diferença de dois golos favorável ao Infante Sagres, depois deste jogo assim continuam na tabela.
Neste campeonato assim quis o sorteio, a AAE joga em casa na primeira volta com os adversários directos candidatos ao apuramento, o jogo de ontem era um desses.

O Infante Sagres entrou melhor no jogo, muito personalizado e confiante das suas capacidades, circulava melhor a bola e mantinha a AAE longe das sua baliza, a equipa da casa voltou a entrar apática e com dificuldades em criar jogadas de rotura na defesa adversaria, e tinha pouco tempo de posse de bola, – tem sido normal esta época, os seus jogadores querem fazer tudo muito depressa e depois sofrem as consequências desses erros, estes ingredientes originaram sem grande surpresa o adiantar no marcador para o Infante Sagres, três minutos e meio de jogo zero um, um minuto depois zero dois. Estava dado o tónico do desenrolar do jogo, o Infante sempre na frente e a AAE sempre a correr atrás do prejuízo. Dois minutos passados e a AAE entra novamente no jogo ao reduzir para a diferença mínima, parecia que tudo se poderia alterar, mas este Infante é eficaz e vinte segundos passados volta a marcar, um três, – jogo intenso e a AAE em dificuldades para suster o ímpeto da equipa visitante. Com as coisas a não correrem nada bem, o treinador da casa faz duas substituições de uma só vez, a equipa acalmou um pouco depois destas alterações e conseguiu equilibrar o jogo, passou a criar algumas situações em que poderia ter reduzido, no outro lado também continuavam a existir situações possíveis de concretização, no entanto, seria a AAE a reduzir para a diferença mínima, faltavam ainda quatro minutos para o intervalo, o empate poderia ter sido conseguido mas os mochos voltaram a facilitar e deixaram que o Infante se adiantasse novamente quando faltavam apenas trinta segundos para o intervalo. A vencer por quatro dois o Infante era nesta altura um justo vencedor.

No segundo tempo a AAE teria que ser mais equipa para levar de vencida este Infante, mas os acontecimentos não estavam fáceis, quinze segundos de jogo golo para o Infante, a maior diferença registada neste jogo, mesmo assim estes atletas da AAE nos seis minutos que se seguiram foram buscar forças para inverter esta situação complicada, em dois minutos marcou outros dois golos ficando a um do empate, mas logo surge outro contratempo, um jogador da casa é expulso, livre directo para o Infante que o redes da casa defende, a equipa sofre bastante nos dois minutos seguintes com menos um atleta, mas consegue aguentar até que volta a ficar completa e impulsionados pelo seu capitão conseguiram chegar ao empate a cinco bolas, – caso existisse no hóquei o MVP como no basquetebol, ele ontem levava esta distinção sem duvida, deu tudo que tinha até um minuto do fim do jogo quando foi substituído exausto, jogou, fez jogar, defendeu, atacou, marcou golos e deu assistências, foi sem duvida um dos esteios deste empate final.

Com o jogo empatado e com nove minutos para se jogar, os da casa pensavam que tinham passado a pior fase, mas o Infante voltou a fugir no marcador novamente, mais dois golos a seis minutos do fim um deles de livre directo derivado da decima falta. A AAE nunca deixou de acreditar e trinta segundos volvidos volta a reduzir, – de loucos este jogo e impróprio para cardíacos, dez segundos necessitou o Infante para voltar à diferença de dois golos. Com quatro minutos para se jogar e com a vantagem de dois golos o infante começava a defender, até porque o seu banco não era suficiente para que o treinador fizesse uma melhor gestão do esforço, a AAE lutou até à exaustão por um resultado diferente, nunca deu por encerrado o jogo, teve uma oportunidade soberana quando o Infante faz a decima falta, mas a AAE não conseguiu converter, este falhanço deu-lhes mais vontade ainda de rectificarem a desvantagem, essa forma de actuar teve o premio merecido, conseguiram mais dois golos que dava o empate no jogo, faltavam dois minutos e meio para o fim, não era justo alguém perder, a AAE ainda teve uma oportunidade mesmo ao cair do apito que não viria a converter, – ainda vem digo eu, ninguém merecia sair derrotado, se o Infante andou sempre na frente, a AAE vacilou, mas conseguiu sempre arranjar forças para atingir outro resultado, e o empate no meu entender é o mais justo e permeia as duas equipas pelo bom desempenho que tiveram neste jogo.
Parabéns a todos os mais utilizados e menos utilizados, assim como aos que não foram utilizados, prefaciando o que alguém já disse, mesmo não jogando são importantes na equipa.           
      
Arbitro, Manuel Santos, uma arbitragem sóbria num jogo intenso, onde a lei da vantagem não foi muito utilizada (prejudicando a equipa da casa em duas ou três situações) utilizou nestes casos muita pedagogia em favor dos faltosos.

Faltas: 11-13

Marcha marcadora:
1ª Parte: 0-1; 0-2; 1-2; 1-3; 2-3; 2-4
2ª Parte: 2-5; 3-5; 4-5; 5-5; 5-6; 5-7; 6-7; 6-8; 7-8; 8-8

Jogaram de início: Joel, Filipe (cp3), Henrique (2), Carlos (1) e José Pedro
Jogaram ainda: Edgar, Pedro (1) e Ruben (1)
Jogadores não utilizados: Francisco e Dany
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila

Assistência: Ainda bem que este jogo foi considerado dia do clube, pois desta forma a receita foi boa dada a bom número de assistentes presentes no pavilhão, talvez um recorde em jogos de juvenis, 117 adeptos assistiram a um bom jogo


AL

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