ACR Gulpilhares 4 AA Espinho 1
O primeiro derby de cinco que vão existir nestas duas semanas,
– actualmente esta empatado uma vitória para cada lado.
Mas passemos ao jogo de ontem que nos diz mais respeito, contrariamente
ao que tem sucedido a AAE entrou bem na partida, voltou a aproveitar alguma
pressão que existia por parte do Gulpilhares, não podia perder este jogo, caso isso
viesse a suceder estaria arrumado da discussão do primeiro lugar neste grupo.
Nos primeiros minutos de jogo foi a AAE que esteve por cima no desenrolar do
jogo, estava personalizada e trocava melhor a bola que o seu opositor, – O Gulpi perdia muitas bolas nesta fase , o que
possibilitava contra ataques perigosos para a sua baliza. O tempo ia passando e
o Gulpilhares rectificava algumas posições nivelando o jogo, passou a existir situações
de golo em ambas as balizas, no entanto quando o marcador assinalava onze
minutos para o fim da primeira parte, o jogador do Gulpi tem um deslize,
deixou-se desarmar em cima da linha divisória e o jogador da AAE apareceu
isolado frente ao redes escolhendo bem o lado para obter o primeiro golo do
jogo, – no meu entender era justa esta diferença neste momento.
O Gulpilhares voltava a ter que correr atrás do prejuízo, e foi o que fez, partiu para cima
da AAE com intenção de chegar ao empate, teve duas ou três situações que não o
fez por mero azar ou ineficácia, do outro lado a AAE tentava aproveitar o
adiantamento da equipa da casa, mas o redes do Gulpi estava em bom plano e deu
confiança aos seus colegas, existiu nesta altura um dos casos do jogo para os
adeptos visitantes, um contra ataque rápido parado em falta quando se podiam
isolar dois atletas da AAE, o arbitro admoestou o Gulpi com falta de equipa,
mas poderia e deveria ter marcado livre directo com o respectivo azul ao
jogador da casa, como não o fez gerou-se aqui a primeira contestação dos
adeptos. O jogo prosseguiu quase sem alterações dos cinco iniciais – apenas uma
para a AAE e duas para o Gulpi, os jogadores em pista iam esgotando as forças enquanto
outros descansavam de nada terem feito, – mais do mesmo esteja quem estiver a
comandar… o intervalo aproximava-se e o resultado continuava em zero – um, até
que, numa recuperação de bola o Gulpilhares rapidamente chegou à área e levou a
melhor perante o redes visitante, convertendo o golo que dava o empate, – justo
para o desenrolar dos acontecimentos nesta altura. Os cinco minutos finais até
ao intervalo foram intensos, o placar não sofreu alterações não por falta de ocasiões
mas sim por falta de aproveitamento das mesmas.
No segundo tempo o jogo continuou intenso mas o Gulpilhares
estava agora melhor que a AAE, era mais possante – esta habituado a treinar
neste recinto de dimensões máximas, a AAE sentia algumas dificuldades em chegar
com o perigo que teve no primeiro tempo à baliza adversaria, já o Gulpi estava
na melhor fase em toda a partida, o resultado teimava em não sofrer alteração, era
agora a vez da AAE jogar mais em contra ataque e num lance desse género ganhou
uma penalidade bem assinalada pelo arbitro que não seria aproveitada, dois
minutos volvidos desta grande situação desperdiçada, voltamos a ouvir os festejos
do golo para a equipa da casa quando faltavam oito minutos para o fim da
partida.
Era a vez de ser a AAE a correr para conseguir o empate se
quisesse continuar invicta, mas a procura do golo foi pouco esclarecida por
parte dos jogadores da AAE, abriram muitos espaços facilitando a vida à equipa mais
concretizadora do grupo, o golo voltou a surgir novamente para o Gulpi. Com três
a um e com cinco minutos para jogar não ia ser fácil dar a volta como não foi,
as faltas de equipa nesta altura estavam empatadas a nove e mais uma vez o
arbitro transformou uma falta do Gulpilhares junto à tabela em falta da AAE –
aqui esteve mal no meu entender, na conversão do livre directo o redes
visitante ainda defendeu o primeiro remate mas foi impotente para voltar a
defender a recarga, estava feito o resultado e consumada a primeira derrota da
AAE, devo salientar antes de efectuar as considerações finais que, por lapso meu
não sei se (temporalmente), a reclamação dos adeptos da casa sobre um azul que terá
ficado por assinalar a uma entrada efectuada por um jogador da AAE, foi antes
ou depois do quarto golo, mas aqui fica a menção a esse facto para que não
existam duvidas sobre a forma como efectuo as crónicas, – não é fácil estar atento
a tudo para mais tarde vos contar desta forma pormenorizada, lembrem-se que também sou pai de um atleta como vocês, mas aqui fica a meu esclarecimento.
Em resumo, vitória justa da equipa que mais oportunidades de
golo teve em toda a partida e relança a duvida (ou não) para quem conseguirá o
primeiro lugar, existem duas equipas que continuam a depender apenas de si próprias
(Infante e a AAE) o Gulpilhares necessita de si e da ajuda do Infante para
atingir esse objectivo, para a AAE nada esta perdido continuem a trabalhar e se
todos derem o seu máximo não tenho duvidas que conseguem ultrapassar este
desaire.
Arbitro, Sílvia Coelho, eles não fazem milagres, e como tal
cometem alguns erros, ontem esta arbitragem não fugiu à regra e cometeu os seus
também, ambos os lados se podem queixar, do lado dos visitantes talvez tenham
razão em três lances, mas os da casa também se podem queixar num lance, eu também
tenho razão para me queixar noutro lance quando partiram o stik ao numero seis e nem falta marcou… amigos o
jogo é assim e os erros vão existir sempre. Acima de tudo divirtam-se a ver os
jogos e os vossos filhos.
Faltas: 9-10
Marcha marcadora:
1ª Parte: 0-1; 1-1
2ª Parte: 2-1; 3-1; 4-1
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique (1) Carlos e
José Pedro
Jogaram ainda: Edgar, Pedro Veloso e Ruben
Jogadores não
utilizados: Francisco
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: Gostei de ver as bancadas quase repletas de
adeptos, sem duvida a maior enchente num jogo de juvenis esta época, quase 1687
assistentes pavilhão ao rubro… enganei-vos, estava uma boa casa sim senhor mas
tanto não, talvez uns 87 adeptos.
AL
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