Não á GUERRA - No to WAR na Ucrânia, ou noutro lado qualquer

domingo, 9 de dezembro de 2012

Raposa mais astuta levou a melhor sobre os mochos


ACR Gulpilhares 4 AA Espinho 1

O primeiro derby de cinco que vão existir nestas duas semanas, – actualmente esta empatado uma vitória para cada lado.

Mas passemos ao jogo de ontem que nos diz mais respeito, contrariamente ao que tem sucedido a AAE entrou bem na partida, voltou a aproveitar alguma pressão que existia por parte do Gulpilhares, não podia perder este jogo, caso isso viesse a suceder estaria arrumado da discussão do primeiro lugar neste grupo. Nos primeiros minutos de jogo foi a AAE que esteve por cima no desenrolar do jogo, estava personalizada e trocava melhor a bola que o seu opositor, –  O Gulpi perdia muitas bolas nesta fase , o que possibilitava contra ataques perigosos para a sua baliza. O tempo ia passando e o Gulpilhares rectificava algumas posições nivelando o jogo, passou a existir situações de golo em ambas as balizas, no entanto quando o marcador assinalava onze minutos para o fim da primeira parte, o jogador do Gulpi tem um deslize, deixou-se desarmar em cima da linha divisória e o jogador da AAE apareceu isolado frente ao redes escolhendo bem o lado para obter o primeiro golo do jogo, – no meu entender era justa esta diferença neste momento.

O Gulpilhares voltava a ter que correr atrás  do prejuízo, e foi o que fez, partiu para cima da AAE com intenção de chegar ao empate, teve duas ou três situações que não o fez por mero azar ou ineficácia, do outro lado a AAE tentava aproveitar o adiantamento da equipa da casa, mas o redes do Gulpi estava em bom plano e deu confiança aos seus colegas, existiu nesta altura um dos casos do jogo para os adeptos visitantes, um contra ataque rápido parado em falta quando se podiam isolar dois atletas da AAE, o arbitro admoestou o Gulpi com falta de equipa, mas poderia e deveria ter marcado livre directo com o respectivo azul ao jogador da casa, como não o fez gerou-se aqui a primeira contestação dos adeptos. O jogo prosseguiu quase sem alterações dos cinco iniciais – apenas uma para a AAE e duas para o Gulpi, os jogadores em pista iam esgotando as forças enquanto outros descansavam de nada terem feito, – mais do mesmo esteja quem estiver a comandar… o intervalo aproximava-se e o resultado continuava em zero – um, até que, numa recuperação de bola o Gulpilhares rapidamente chegou à área e levou a melhor perante o redes visitante, convertendo o golo que dava o empate, – justo para o desenrolar dos acontecimentos nesta altura. Os cinco minutos finais até ao intervalo foram intensos, o placar não sofreu alterações não por falta de ocasiões mas sim por falta de aproveitamento das mesmas.

No segundo tempo o jogo continuou intenso mas o Gulpilhares estava agora melhor que a AAE, era mais possante – esta habituado a treinar neste recinto de dimensões máximas, a AAE sentia algumas dificuldades em chegar com o perigo que teve no primeiro tempo à baliza adversaria, já o Gulpi estava na melhor fase em toda a partida, o resultado teimava em não sofrer alteração, era agora a vez da AAE jogar mais em contra ataque e num lance desse género ganhou uma penalidade bem assinalada pelo arbitro que não seria aproveitada, dois minutos volvidos desta grande situação desperdiçada, voltamos a ouvir os festejos do golo para a equipa da casa quando faltavam oito minutos para o fim da partida.  

Era a vez de ser a AAE a correr para conseguir o empate se quisesse continuar invicta, mas a procura do golo foi pouco esclarecida por parte dos jogadores da AAE, abriram muitos espaços facilitando a vida à equipa mais concretizadora do grupo, o golo voltou a surgir novamente para o Gulpi. Com três a um e com cinco minutos para jogar não ia ser fácil dar a volta como não foi, as faltas de equipa nesta altura estavam empatadas a nove e mais uma vez o arbitro transformou uma falta do Gulpilhares junto à tabela em falta da AAE – aqui esteve mal no meu entender, na conversão do livre directo o redes visitante ainda defendeu o primeiro remate mas foi impotente para voltar a defender a recarga, estava feito o resultado e consumada a primeira derrota da AAE, devo salientar antes de efectuar as considerações finais que, por lapso meu não sei se (temporalmente), a reclamação dos adeptos da casa sobre um azul que terá ficado por assinalar a uma entrada efectuada por um jogador da AAE, foi antes ou depois do quarto golo, mas aqui fica a menção a esse facto para que não existam duvidas sobre a forma como efectuo as crónicas, – não é fácil estar atento a tudo para mais tarde vos contar desta forma pormenorizada, lembrem-se que também sou pai de um atleta como vocês,  mas aqui fica a meu esclarecimento.

Em resumo, vitória justa da equipa que mais oportunidades de golo teve em toda a partida e relança a duvida (ou não) para quem conseguirá o primeiro lugar, existem duas equipas que continuam a depender apenas de si próprias (Infante e a AAE) o Gulpilhares necessita de si e da ajuda do Infante para atingir esse objectivo, para a AAE nada esta perdido continuem a trabalhar e se todos derem o seu máximo não tenho duvidas que conseguem ultrapassar este desaire.     
  
Arbitro, Sílvia Coelho, eles não fazem milagres, e como tal cometem alguns erros, ontem esta arbitragem não fugiu à regra e cometeu os seus também, ambos os lados se podem queixar, do lado dos visitantes talvez tenham razão em três lances, mas os da casa também se podem queixar num lance, eu também tenho razão para me queixar noutro lance quando partiram o stik  ao numero seis e nem falta marcou… amigos o jogo é assim e os erros vão existir sempre. Acima de tudo divirtam-se a ver os jogos e os vossos filhos.      
Faltas: 9-10
Marcha marcadora:
1ª Parte: 0-1; 1-1
2ª Parte: 2-1; 3-1; 4-1
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique (1) Carlos e José Pedro  
Jogaram ainda: Edgar, Pedro Veloso e Ruben   
 Jogadores não utilizados: Francisco
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila

Assistência: Gostei de ver as bancadas quase repletas de adeptos, sem duvida a maior enchente num jogo de juvenis esta época, quase 1687 assistentes pavilhão ao rubro… enganei-vos, estava uma boa casa sim senhor mas tanto não, talvez uns 87 adeptos.  
  
AL

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