Este Domingo estava tentado a passá-lo em família, o cansaço e alguma desilusão condicionava este meu estado de espírito.
Mas para mim, a palavra tem um valor incalculável, talvez uma coisa parecida a 10 elevado a infinito…como tal, tive necessidade de sair para cumprir a minha palavra dada, a uma menina de tenra idade que fazia ontem o seu primeiro jogo de hóquei patins, e, como à algum tempos atrás lhe tinha prometido que, – quando ela efectuasse o seu primeiro jogo eu estaria lá presente para fazer uma reportagem à AL, não falhei.
Ainda antes do inicio da partida lá entrava eu no pavilhão, rapidamente a descortinei no meio da sua equipa, seus cabelos esvoaçavam com a sua deslocação e indicavam a sua presença, seus pais e irmão, também deram pela minha chegada e julgo que ficaram contentes por me ver, pois também para eles era um reconhecimento da minha forma de estar não só na modalidade como na vida.
Com o início da partida, o cansaço foi desaparecendo assim como a desilusão, talvez porque, recordei os meus primeiros dias também nesta modalidade em acompanhamento do meu filho quando ele fez esse seu primeiro jogo que guardo religiosamente. Estes, inocentes atletas dão uma lição enorme aos adultos, jogam pelo simples prazer de jogar e participar, independentemente do resultado, pouco importa se vencem ou não, o importante é fazerem parte de uma equipa e jogar.
Senti alguma saudade ao ver estes atletas e vontade de recuar, para puder voltar à situação em que os meandros do incógnito ainda não se fazem notar em abundância, assim como o resultado não é ainda o mais importante, mas, o tempo não permite que assim se faça, somos obrigados a viver, aceitar, suportar, engolir, pois se não tivermos capacidade para digerir da mesma forma como faz o estômago, esse importante órgão muscular, passaremos um mau bocado.
À pouco tempo atrás declinei um convite, ontem quando estive bem perto de quem mo fez e da sua equipa senti por instantes o prazer que essa pessoa deve ter quando esta junto aos seus atletas, ao mesmo tempo julgo que entendi o porque de “ele” nunca ter dado o salto, estes miúdos são o máximo da modalidade, a forma como eles o escutam, a humildade que demonstram mesmo quando estão a ser chamados à atenção, a determinação, a espontaneidade ou a alegria de todos eles é contagiante e motivador.
Regressei a casa pensativo nisto que acabo de escrever e em mais alguns pensamentos que não consegui passar hoje para o teclado, mas, uma coisa deve dizer:
Obrigada, ANA RITA pelo convite, espero que tenha alguma foto de teu agrado, sei que ainda vais ser melhor do que o teu irmão…