Ontem teve lugar no pavilhão da AAE um jogo interessante de se seguir em juvenis, se a equipa da casa vinha de uma vitoria fora, os visitantes vinham também de uma vitoria caseira expressiva, ambas estavam empatadas em pontos na tabela separadas apenas pela diferença de golos.
O jogo não era fácil para os da casa, – e não vai ser nenhum dos que se aproximam, nesta competição eles não existem. Todas as equipas são fortes existindo uma que já se destaca enquanto as outras irão discutir jogo a jogo o segundo lugar disponível para o apuramento.
Ambas as equipas entraram receosas uma da outra, nenhuma queria tomar conta do jogo assumindo o favoritismo, o estudo era recíproco, e a velocidade de jogo não era muito intensa. As defesas nos primeiros minutos superiorizavam-se com facilidade aos ataques, talvez por esse motivo a ausência de grandes situações de golo para ambos os lados.
Mesmo nesta toada de receio foi a equipa da casa a criar a primeira situação de golo, que seria o aviso para o primeiro golo do jogo que surgiria segundos depois, na recarga a um remate de meia distancia que o redes defendeu para a frente, sendo bem aproveitada essa oferta pelo jogador da casa, com um a zero a favor da AAE, os mochos libertaram-se um pouco e criaram mais uma situação de golo antes de voltarem a marcar pela segunda vez quando o marcador assinalava dez minutos e vinte e cinco segundos para o intervalo.
A perder o treinador visitante esperou dois minutos para ver se o rumo se alterava, como não sofria alterações, pediu o desconto de tempo efectuando duas alterações na equipa, tornou-a mais perigosa e mais forte fisicamente, a AAE tentava manter o resultado a seu favor mas agora as melhores situações de golo surgiam para os visitantes, a cinco minutos e meio do intervalo uma contrariedade para os da casa com a saída do seu atleta por lesão, no minuto seguinte, dando continuidade à pressão que vinha efectuando a Sanjoanense obtêm o seu primeiro golo, e no minuto seguinte repõe a igualdade na marcação de um livre directo depois do jogador da casa ter visto o azul, – se não foi a melhor fase do jogo foi a que teve maior variação no placar, pois um minuto e meio depois do empate, a AAE voltou a adiantar-se no marcador também através de um livre directo, depois do seu jogador ter sido derrubado quando se isolava para a baliza sendo o jogador da Sanjoanense admoestado com o cartão azul. De novo na frente, a AAE não foi capaz de segurar essa vantagem até ao descanso e vinte segundos passaram e a Sanjoanense volta a empatar a partida quando faltava um minuto para o intervalo. Foram cinco minutos de sucessivas mexidas no placar que prenderam os adeptos para a incerteza do que poderia ser a segunda parte.
O segundo tempo começou da melhor forma para a AAE, um minuto e dez segundos grande penalidade a seu favor e golo, quatro a três. Mas, estávamos perante uma equipa da Sanjoanense que sabe bem o que faz, tem bons valores e no minuto seguinte volta a empatar a partida. A superioridade e qualidade de jogo começava a ser notória aos que presenciavam o jogo e não se estranhou a reviravolta por completo no marcador, os visitantes marcam novo golo e passam para a frente do marcador – na minha opinião quando isso acontecesse dificilmente a AAE teria argumentos para inverter esse caminho notava-se a dificuldade que tinha em criar jogadas para desequilibrar defensivamente a equipa visitante, e assim foi, até ao fim do jogo, os restantes catorze minutos que faltavam quando a Sanjoanense passou para a frente, foram de esforço para a equipa da casa na procura da bola a todo o custo, que acabou por retirar a capacidade física já de si frágil de todo o conjunto, – em vez de fechar bem defensivamente e esperar pelos quarenta e cinco segundos para voltar a ter a posse de bola, –pois isto é um regra do jogo, passaram a uma correria atrás da mesma fatigando-se ainda mais e abrindo espaços (autênticos buracos) defensivos que viriam a ser aproveitados pela equipa visitante por mais duas vezes, fora outras tantas que desaproveitaram. Esta estratégia no meu entender não foi a melhor para uma equipa que apesar de ter alguma qualidade é muito curta para uma fase do nacional, nesta competição não existem facilidades nem momentos de relaxamento, ou se gere bem o esforço dos atletas para possibilitar pensar em outros resultados ou o que iremos assistir serão situações como as de ontem ou ainda mais acentuadas.
O jogo chegou ao fim sem mais alterações no placar, o vencedor foi justo sem duvida, foi melhor equipa e mereceu o resultado, a equipa da casa deu o que tinha e a mais não vai ser nunca obrigada, enquanto teve forças e algum discernimento causou algumas dificuldades ao adversário depois de se esgotar, esgotou-se também a possibilidade de vencer este terceiro jogo do nacional.
Antes de terminar desejo as melhoras ao jogador José Pedro e que recupere bem.
Arbitra, Sofia Ferreira, teve nota positiva na sua actuação de ontem, os pequenos erros que poderá ter tido em nada influenciou o resultado.
Faltas: 9-9
Marcha marcadora:
1ª Parte: 1-0; 2-0; 2-1; 2-2;3-2; 3-3
2ª Parte: 4-3; 4-4; 4-5; 4-6; 4-7
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp1), Henrique, Pedro Veloso (1) e José Pedro (2)
Jogaram ainda: Edgar e Carlos
Jogadores não utilizados: Francisco, Mauricio
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: segundo jogo do nacional na categoria de juvenis assistiram ao jogo 57 adeptos.
AL

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