Para um observador como eu, se
existisse resultado no aquecimento, a AAE levava logo aí uma abada ainda maior do
que a que se veio a verificar no final do jogo. A diferença de métodos era
enorme, para melhor é claro. No entanto, apesar de existir outros que observam
nunca aprendem, ou porque não querem, ou porque não sabem.
A AAE jogou ontem em casa do
primeiro classificado – e julgo que não vai largar esta posição até ao fim
desta competição o Mealhada, por esse motivo era um jogo muito difícil para a equipa
da AAE, tendo em conta a composição do grupo e a forma como têm treinado nos
últimos dias ou semanas, com um plantel curto derivado a castigos, lesões e
dispensas, a equipa dificilmente treina toda em conjunto o que debilita as suas
possibilidades de dar uma resposta mais condizente com as suas qualidades, para
isso era necessário que todos fossem tratados da mesma forma, mas, como estamos
num mundo CÃO, isso dificilmente se vai verificar pois as pessoas que têm essa
responsabilidade são os primeiros e os que mais prevaricam, quem perde é o
grupo, pois criam-se divisões desnecessárias, ninguém sai vencedor nem mesmo os
que se julgam superiores e imunes ás opiniões dos outros, o tempo tarda mas não
se esquece…
Passemos ao jogo, as equipas
entraram ambas bem no jogo, tentando cada uma fazer o seu da melhor maneira, a
primeira ocasião de golo surge num remate ao ferro do Mealhada com um minuto e
quarenta segundos de jogo, nos minutos seguintes foi aumentando a pressão da
equipa da casa, no entanto, a grande oportunidade surge para os visitantes
depois do arbitro assinalar grande penalidade favorável à AAE, na conversão o
jogador da AAE não concretizou no minuto seguinte dando expressão ao maior
caudal ofensivo o Mealhada inaugura o marcador. A perder, a AAE teve a sua
melhor fase do jogo nesta partida, apesar das dificuldades que a Mealhada lhes
punha, criou algumas situações em que poderia ter restabelecido o empate, o que
viria a conseguir seis minutos depois.
Mesmo com uma equipa superior quer em
numero de atletas no banco quer em qualidade, – é a minha opinião, o treinador
do Mealhada geria o seu grupo efectuando alterações para manter alta a
capacidade física no decorrer de todo jogo, por seu lado, a AAE essa sim
deveria fazer uma rotação dos jogadores dado o seu reduzido numero, mas não o
fez, e pelo andar da carruagem não deslumbro que o venha a fazer dada a falta
de visão e leitura de jogo de quem a orienta. Nos oito minutos que restavam até
ao intervalo foi sempre o Mealhada a equipa mais perigosa e quem procurou o
golo com mais qualidade, a AAE mantinha a sua toada de transportar a bola de
uma tabela até outra sem grande jogo colectivo, apostando nos remates de meia
distancia que causavam pouco perigo, pelo meio tinha algumas percas de bola
comprometedoras. Os golos que voltaram a dar vantagem à Mealhada apareceram nos
dois minutos finais da primeira parte, mais dois, e com o marcador favorável em
três a um chegou o intervalo que era bem-vindo para os jogadores da AAE que já
davam alguns sinais de cansaço.
O segundo tempo foi o cair a
pique da equipa da AAE, sem qualquer fio de jogo, descoordenada a defender,
pior a atacar, tornava a tarefa do Mealhada fácil de mais, e não foi de
estranhar o avolumar do resultado, quarenta segundos de jogo decima falta para
a AAE, livre directo para a equipa da casa, bem concretizado e quatro a um,
três minutos passados e novo golo para o Mealhada, mais dois minutos de jogo e
novo golo para o Mealhada. A toalha estava já no chão, quando a catorze minutos
do fim nova contrariedade, azul para jogador da AAE, a Mealhada não converteu o
livre directo, mas nos dois minutos seguintes em superioridade volta a marcar o
seis a um. Até ao fim da partida nada de realce se passou no jogo, tirando os
golos da equipa da casa que dilataram o marcador até dez a dois, pelo meio a
AAE conseguiu mais um golo quando o resultado já estava em nove a um.
Foi um fim de tarde sem história
ou melhor, com muita história para se contar e meditar, mas julgo que não vai
existir ninguém que o faça tal é o desleixo que vai no seio dos mochos que mais
parece uma nau à deriva mesmo que o mar se encontre estanhado...
Arbitro, Carlos Miguel, o avolumar do resultado retirou
alguma critica à sua actuação, os erros que poderá ter cometido diluem-se na
diferença do marcador.
Faltas: 7-13
Marcha marcadora:
1ª Parte: 1-0; 1-1; 2-1; 3-1
2ª Parte: 4-1; 5-1; 6-1; 7-1; 8-1; 9-1; 9-2; 10-2
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique, Pedro Veloso
(1) e José Pedro
Jogaram ainda: Francisco, Edgar e Carlos (1)
Jogadores não utilizados:
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista:
Assistência: segundo jogo do nacional na categoria de
juvenis assistiram ao jogo 58 adeptos.
AL

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