Não á GUERRA - No to WAR na Ucrânia, ou noutro lado qualquer

domingo, 17 de março de 2013

Leitão da Bairrada indigesto aos Mochos



 HC Mealhada 10 AAE 2  

Para um observador como eu, se existisse resultado no aquecimento, a AAE levava logo aí uma abada ainda maior do que a que se veio a verificar no final do jogo. A diferença de métodos era enorme, para melhor é claro. No entanto, apesar de existir outros que observam nunca aprendem, ou porque não querem, ou porque não sabem.

A AAE jogou ontem em casa do primeiro classificado – e julgo que não vai largar esta posição até ao fim desta competição o Mealhada, por esse motivo era um jogo muito difícil para a equipa da AAE, tendo em conta a composição do grupo e a forma como têm treinado nos últimos dias ou semanas, com um plantel curto derivado a castigos, lesões e dispensas, a equipa dificilmente treina toda em conjunto o que debilita as suas possibilidades de dar uma resposta mais condizente com as suas qualidades, para isso era necessário que todos fossem tratados da mesma forma, mas, como estamos num mundo CÃO, isso dificilmente se vai verificar pois as pessoas que têm essa responsabilidade são os primeiros e os que mais prevaricam, quem perde é o grupo, pois criam-se divisões desnecessárias, ninguém sai vencedor nem mesmo os que se julgam superiores e imunes ás opiniões dos outros, o tempo tarda mas não se esquece…

Passemos ao jogo, as equipas entraram ambas bem no jogo, tentando cada uma fazer o seu da melhor maneira, a primeira ocasião de golo surge num remate ao ferro do Mealhada com um minuto e quarenta segundos de jogo, nos minutos seguintes foi aumentando a pressão da equipa da casa, no entanto, a grande oportunidade surge para os visitantes depois do arbitro assinalar grande penalidade favorável à AAE, na conversão o jogador da AAE não concretizou no minuto seguinte dando expressão ao maior caudal ofensivo o Mealhada inaugura o marcador. A perder, a AAE teve a sua melhor fase do jogo nesta partida, apesar das dificuldades que a Mealhada lhes punha, criou algumas situações em que poderia ter restabelecido o empate, o que viria a conseguir seis minutos depois. 
Mesmo com uma equipa superior quer em numero de atletas no banco quer em qualidade, – é a minha opinião, o treinador do Mealhada geria o seu grupo efectuando alterações para manter alta a capacidade física no decorrer de todo jogo, por seu lado, a AAE essa sim deveria fazer uma rotação dos jogadores dado o seu reduzido numero, mas não o fez, e pelo andar da carruagem não deslumbro que o venha a fazer dada a falta de visão e leitura de jogo de quem a orienta. Nos oito minutos que restavam até ao intervalo foi sempre o Mealhada a equipa mais perigosa e quem procurou o golo com mais qualidade, a AAE mantinha a sua toada de transportar a bola de uma tabela até outra sem grande jogo colectivo, apostando nos remates de meia distancia que causavam pouco perigo, pelo meio tinha algumas percas de bola comprometedoras. Os golos que voltaram a dar vantagem à Mealhada apareceram nos dois minutos finais da primeira parte, mais dois, e com o marcador favorável em três a um chegou o intervalo que era bem-vindo para os jogadores da AAE que já davam alguns sinais de cansaço.

O segundo tempo foi o cair a pique da equipa da AAE, sem qualquer fio de jogo, descoordenada a defender, pior a atacar, tornava a tarefa do Mealhada fácil de mais, e não foi de estranhar o avolumar do resultado, quarenta segundos de jogo decima falta para a AAE, livre directo para a equipa da casa, bem concretizado e quatro a um, três minutos passados e novo golo para o Mealhada, mais dois minutos de jogo e novo golo para o Mealhada. A toalha estava já no chão, quando a catorze minutos do fim nova contrariedade, azul para jogador da AAE, a Mealhada não converteu o livre directo, mas nos dois minutos seguintes em superioridade volta a marcar o seis a um. Até ao fim da partida nada de realce se passou no jogo, tirando os golos da equipa da casa que dilataram o marcador até dez a dois, pelo meio a AAE conseguiu mais um golo quando o resultado já estava em nove a um.

Foi um fim de tarde sem história ou melhor, com muita história para se contar e meditar, mas julgo que não vai existir ninguém que o faça tal é o desleixo que vai no seio dos mochos que mais parece uma nau à deriva mesmo que o mar se encontre estanhado...      
               
Arbitro, Carlos Miguel, o avolumar do resultado retirou alguma critica à sua actuação, os erros que poderá ter cometido diluem-se na diferença do marcador.

Faltas: 7-13
Marcha marcadora:
1ª Parte: 1-0; 1-1; 2-1; 3-1
2ª Parte: 4-1; 5-1; 6-1; 7-1; 8-1; 9-1; 9-2; 10-2
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique, Pedro Veloso (1) e José Pedro   
Jogaram ainda: Francisco, Edgar e Carlos (1)
Jogadores não utilizados:
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista:
Assistência: segundo jogo do nacional na categoria de juvenis assistiram ao jogo 58 adeptos.


AL

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