I Sagres 4 AAE 6
O segundo jogo do campeonato
previa-se difícil para a AAE, a visita ao Infante Sagres primeiro classificado
na série de apuramento onde esteve também a AAE, era por si só um grande
desafio que esta equipa teria que ultrapassar se pretende fazer uma graça nesta
competição.
O jogo iniciou-se com a equipa da
casa a fazer as despesas do jogo e muito cedo o rumo dos acontecimentos poderia
ter tomado outro sentido, pois com apenas um minuto e meio de jogo, azul para
um jogador da AAE e livre directo para o Infante, na conversão o jogador do
Infante encarregue não foi capaz de ultrapassar o sempre atento redes da AAE,
nos minutos que se seguiram (dois) em superioridade numérica o Infante também
não foi capaz de concretizar essa superioridade em golo, mérito para a AAE
defendeu muito bem. Expirado o tempo de penalização a AAE voltou à igualdade numérica
em pista e partiu para uma boa exibição de toda a equipa, defendiam bem,
contra-atacavam melhor, aproveitando sempre bem o erro do adversário para criar
perigo na baliza contraria, o Infante ontem não era tão perigoso como nos dois
jogos anteriores com a AAE, desta vez faltava-lhe espaço para trocar a bola
como gosta e sabe, a AAE esperava na sua meia pista e reduzia os espaços de
movimentação, espreitando sempre para o contra ataque perigoso que poderia ter
resultado em golo ainda mais cedo, não tivesse a bola esbarrado no ferro da
baliza do Infante.
O jogo era bonito de se ver, as
duas equipas apesar de posicionamento diferentes em pista procuravam ambas o
golo, – todos que andamos no hóquei sabemos que a maioria dos golos são em
contra ataque e assim se verificou ontem, a AAE adiantou-se no marcador com um
belo golo quando o relógio marcava doze minutos e quinze segundos de jogo, e
dez segundos volvidos novo golo novamente para a AAE, – uma boa fase para os
mochos rápidos e eficazes. O treinador do Infante já tinha pedido o desconto de
tempo para repor alguns ajustamentos na equipa, aproveitou também para efectuar
algumas alterações mas o resultado voltou a mexer para o lado dos visitantes
com um golo de belo efeito. A perder por três a zero com cinco minutos para o
intervalo, a AAE estava numa boa posição para sair deste primeiro tempo na
frente e poderia ter dilatado o marcador, mas desta vez o redes caseiro esteve
bem e não permitiu, já o Infante lutava muito mas encalhava sempre ou no redes
visitante ou em alguma ineficácia dos
seus jogadores, até que a vinte segundos do intervalo conseguiram marcar o seu
primeiro golo numa clara desatenção defensiva da equipa da AAE, no ultimo
segundo antes do intervalo o Infante esteve perto de voltar a marcar, como não
o fez foi para os balneários com o resultado em um a três.
O segundo tempo não poderia ter
recomeçado melhor para a AAE bola ao centro e golo, sete segundos passaram
apenas, com quatro a um, o Infante passou a pressionar mais e criava situações de
alguma aflição no reduto defensivo da AAE, o espírito de entreajuda era enorme como
à muito não se via e iam levando a melhor. O Infante pressionava alto e tentava
também o remate de meia distancia, a AAE sentia necessidade de fazer algumas
faltas de equipa para travar as jogadas de ataque, tendo nesta fase sido
penalizados com duas grandes penalidades (penso indiscutíveis) que viriam a ser
defendidas pelo redes da AAE. Tanta pressão terminou em golo para o Infante
dois a quatro, – já o mereciam, faltavam nove minutos para o fim. Esta AAE
ontem estava endiabrada e eficaz, necessitou apenas de dois minutos para voltar
a marcar novo golo repondo novamente a diferença em três golos. Os presentes
assistiam a um excelente jogo de hóquei que estava na melhor fase com o placar
a sofrer constantes alterações. Com cinco minutos para jogar o cansaço ia-se notando
nos jogadores, o Infante mais fresco porque também fez mais alterações, fez um pressing
final que quase dava a reviravolta, marcou dois golos num minuto ficando o
placar na diferença de um golo ainda a favor da AAE, três minutos que pareciam “três
horas para os mochos e para o infante talvez só fossem trinta segundos”. A tensão
era enorme dentro e fora, a AAE defendia todos os caminhos para a sua baliza
defendendo com garra a vantagem que ainda dispunha, efectuou alguns contra-ataques
que poderiam ter dado mais cedo o golo da tranquilidade, e foi num desses
contra ataques que julgo que o arbitro teve o seu único erro, ao não assinalar
uma grande penalidade a favor da AAE, não marcou a penalidade o arbitro, mas
marcou golo a AAE ainda antes do apito final no ultimo segundo de jogo num contra
ataque em que se isolaram três atletas da AAE. Resultado final no meu
entender justo, a AAE tem todo o mérito na vitória independentemente de também achar
que o Infante ontem esteve uns furos abaixo do normal, mesmo assim não tira o brilhantismo à vitoria conseguida.
Arbitro, Manuel Santos, na minha opinião a sua prestação
neste jogo intenso, foi de nota muito positiva a sua actuação, apenas posso
discordar da não marcação de uma grande penalidade a favor da AAE mesmo a terminar
a partida, que despoletou uma contestação dos adeptos da equipa visitante
depois de o mesmo arbitro ter assinalado duas para a equipa da casa,
(penalidades essas bem assinaladas) mas que deixou os adeptos muito nervosos,
de realçar ainda a sua postura no final da partida e o quanto foi necessária.
Faltas: 8-9
Marcha marcadora:
1ª Parte: 0-1; 0-2; 0-3; 1-3
2ª Parte: 1-4; 2-4; 2-5; 3-5; 4-5; 4-6
Jogaram de início: Joel, Filipe (cp), Henrique (2), Pedro Veloso
e José Pedro (3)
Jogaram ainda: Edgar (1)
Jogadores não
utilizados: Francisco, Carlos e Ruben
Treinador: Barbosa
Seccionista: Alfredo
Massagista: Cila
Assistência: segundo jogo do nacional na categoria de
juvenis assistiram ao jogo 48 adeptos.
AL

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