HC Sintra 5 AD Sanjoanense
Num fim de semana de peregrinação em Portugal, aproveitei
para o fazer também no sentido figurado, muito mais confortável do que as centenas
com que me cruzei, alguns com o sofrimento estampado no rosto percorriam os quilómetros
que os ade levar a Fátima, pessoalmente aproveitei a deslocação a Sintra para sozinho
meditar no que tem sido o percurso este ano, fiz o trajeto pela estrada nacional
para assim ter tempo suficiente para pensar em tudo, nos êxitos e nos fracassos,
nas alegrias e tristezas, nas vitorias e derrotas, nos amigos e inimigos enquanto
o velocímetro ia somando os quilómetros que me levariam ao pavilhão do HC
Sintra.
Ao cruzar-me com os peregrinos, novos e velhos, gordos e
magros, grandes e pequenos, homens e rapazes, mulheres e raparigas, feios e
bonitos, uma coisa compreendi, todos juntos levavam um destino e uma fé comum,
não eram uma equipa mas podiam-no ser, tendo em conta o objetivo que todos perseguem,
como nós equipa, alguns vão ter alguns contratempos, mas existirá alguém pelo
caminho para os apoiar a chegar à meta mesmo que para isso tenham que ficar
para trás a ajudar e sei que existem e quem são.
Pela primeira vez em tantos anos presenciei um sofrimento
destes, depois disto fiquei com duvidas se o meu sofrimento ou o de outros ao
pé deste é algum!!! Afinal quem anda por
gosto não sofre… entendi que é diferente tem outro conteúdo e outros interesses
instalados e obscuros que contaminam a sadia convivência, retirando a alguns a
crença que existiria nos homens, fazendo com que ao longo dos meses vá
desaparecendo ficando um amargo na mente que entristece e roí o gosto por uma
modalidade.
Este mundo está cheio de guerras, dúvidas, doenças, vírus e
outras mal feitorias, tarda em surgir um sábio milagroso que ponha termo a tal flagelo,
se aparecer que venha a tempo não deixando que o homem se evaporize da terra
que o criou e ele vai continuamente cedendo a tudo e todos, abrindo a sua própria
cova onde um dia se existir alguém para o fazer o irá sepultar…
Poderei estar triste, só espero estar ainda longe da fase em
que não exista a possibilidade remota de voltar a acreditar no homem, todos
temos momentos altos e baixos, todos temos problemas mais ou menos graves, talvez
por isso continua a pensar que esses problemas possam ser os responsáveis de
tais atos, fazendo com que não encerre em definitivo a confiança que quero e
gostava de manter no homem.
Sei que nada ou pouco tem a ver este desabafo com a cronica
do jogo, mas, no inicio deste blog esta descrito que ele servirá não só para falar
e divulgar a modalidade mas também para fazer alguns desabafos pessoais deixando
uma mensagem escrita para sempre e para todos, assim como o nome do blog,
poderei estar errado na analise que faço ao que me rodeia, mas é a minha visão somando
à experiência que levo da vida associada aos anos que tenho e já lá vão meio
século, logo, o erro não será total quanto muito parcial, para aqueles que se
possam sentir visados não levem a mal, aproveitem para ler e refletir se for o
caso, quem sabe se este desabafo origina a abertura da mente reformulando a
forma de estar e juntos, redefinirmos o caminho onde todos e mesmo todos possam
ser úteis para as metas que possam existir quer pessoais quer colectivas.
Força ADS.
Agora o jogo, a terceira jornada levava a ADS ao território Património
Mundial da UNESCO Sintra, para jogar com a equipa local, ambos tinham 3 pontos
até ao momento quem vencesse fugiria do seu opositor.
O jogo iniciou sem surpresas por parte da ADS, já sobre o
Sintra não me posso prenunciar pois desconheço.
O jogo iniciou – se com alguma lentidão e com a equipa da
casa na expectativa dando por opção tácita a despesa do jogo a ADS, mas domingo
a ADS estava lenta e sem grande intensidade no seu jogo o que facilitava quem
defendia, era tudo muito denunciado e previsível, permitindo ao Sintra fechar
bem a sua defesa e explorar os contra ataques rápidos e bem definidos à baliza
contraria, mesmo com as dificuldades mencionadas seria a ADS a inaugurar o
marcador aos onze minutos do primeiro tempo, a resposta foi fulminante, oito
segundo e voltava o empate ao jogo.
A ADS continuava a ter mais bola e jogava mais tempo na meia
pista adversaria, as oportunidades é que não eram muitas nem perigosas, já o
Sintra sempre que recuperava a bola fazia contra ataques perigosos e mantinha o
redes visitante em constante alerta, mesmo assim, a ADS viria a conseguir o
segundo golo seis minutos depois de ter permitido o empate.
Novamente a perder a equipa da casa tentava recuperara a
bola mais à frente e numa transição rápida da ADS o jogar do Sintra faz uma que
o árbitro entendeu ser merecedora de azul, na marcação do livre directo a ADS
faz o terceiro golo a três minutos do intervalo e assim ficou até ao término
deste período.
No segundo tempo o jogo mudou um pouco de sentido a ADS
demonstrava alguma falta de soluções para ultrapassar a equipa do Sintra porque
fazia tudo demasiado lento, fisicamente a equipa esta a ficar esgotada e ainda
faltam onze jogos, − gostava de ver os índices físicos de cada atleta seria
interessante a sua analise, no sentido oposto o Sintra era muito mais rápido, chegava
sempre primeiro à segunda bola o que dificultava a ação da ADS, para piorar o
jogador da ADS ao passar o minuto sete vê um azul, na marcação do livre directo
o jogador do Sintra não converteu mas quase de seguida é assinalada grande
penalidade e desta vez foi concretizada reduzindo para a diferença mínima.
A ADS entrava no seu pior momento, o cansaço ia fazendo
mossa quando não se está bem fisicamente a ações normalmente ocasionam erros e
dois minutos volvidos nova grande penalidade, desta vez o jogador não converteu
mas o empate iria surgir no minuto seguinte num belo remate.
Faltavam quinze minutos tudo era possível ainda, só que novo
contratempo para a ADS, novo azul para o jogador visitante, o Sintra volta a
não aproveitar não converte o respetivo livre direto nem faz golo nos dois
minutos em vantagem.
O Sintra era mais perigoso nesta altura e a oito minutos do
fim passa para a frente do marcador ao fazer o quarto golo, a ADS a perder
poderia ter reposto o empate pois no minuto seguinte dispõe de uma grande penalidade
que não viria a converter, dois minutos volvido e com apenas cinco para se jogar
novo azul para o jogador da ADS, na marcação do livre directo o redes visitado
volta a levar a melhor, mas no minuto seguinte viria a sofrer o quinto golo
quando a equipa estava em desvantagem numérica e que seria o ultimo do jogo.
No último minuto o Sintra viria ainda a dispor de novo livre
direto em virtude da décima falta da ADS, mais uma vez não conseguiram
ultrapassar o redes e o tempo terminou sem mais alterações no marcador.
Vitória justa para a equipa mais fresca e mais perigosa, a
ADS tem capacidade e sabe fazer mais só que devem ser redistribuídas
responsabilidades por todos e não apenas por alguns pois nesta fase com o
devido respeito não existem “Paços de Rei” e se queremos lutar com todos temos
que envolver todos.
Marcha do marcador:
Primeiro período: 0-1;1-1; 1-2; 1-3
Segundo período: 2-3; 3-3; 4-3; 5-3
Árbitros: Miguel Guilherme
A nota desta semana é um 9
Cinco inicial HC Sintra: João Carlos Lopes (Gr), Diogo
Coutinho, Diogo Lourenço
Rodrigo Amaro e António Pulguinhas
Cinco inicial ADS: Bernardo Moreira (Gr5), Pedro Rego (Cp),
Tiago Almeida, Alexander Mount (1), Pakito(1) .
Jogaram ainda: Hugo Santos (1), Daniel Couto e Edgar Lopes
Fizeram o aquecimento: Vasco (Gr), Alexandre Barreira
Treinador, Franklin Silva
Seccionistas, José Rego, Miguel Ferreira
Acção disciplinar:
Azul : Pedro Rego e Alexander Mount por duas vezes ADS
Azul : Diogo Coutinho HC Sintra
Assistência: Não foi uma grande casa tendo em conta que se trata de uma competição para apuramento de campeão, mas olhando ás condições de limpeza das cadeiras até que não estava mal, adeptos 125.
AL

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