Não á GUERRA - No to WAR na Ucrânia, ou noutro lado qualquer

domingo, 6 de novembro de 2011

Mochos foram surpreendidos pela astúcia da raposa.

AAE 2- ACR Gulpilhares 3




Mais ou menos 10,6 Quilómetros separam estes dois clubes, o visitante, o ACR Gulpilhares clube da minha terra natal, a AAE clube onde joga actualmente o meu “pimpolho”, regressando depois de ter representado o Gulpilhares nas últimas três épocas, esta pequena introdução serve para me localizar ou identificar, ou seja, fazer notar aos seguidores que existe sempre alguma coisa que nos une independentemente do que possamos dizer ou pensar, das desavenças ou das emoções anteriores, algo fica para sempre. Ontem, seria enganador se não quisesse que a AAE vencesse, – é lógico, é o clube que ele representa actualmente, mas a vitória do Gulpilhares também não me incomoda – até porque isto não passa de um jogo de Juvenis em hóquei patins modalidade que pessoalmente adoro ver.
Falemos então do jogo de ontem, novidades ou surpresas na constituição das equipas não existiam, apenas a ausência de um jogador na curta equipa da AAE, no Gulpilhares não existiam baixas. Neste jogo existia ainda uma outra curiosidade se na AAE estava um jogador vindo do Gulpilhares, no Gulpilhares existiam dois (porque são gémeos) que eram da AAE, e iriam pela primeira defender as cores do Gulpilhares num jogo em que o opositor era a sua antiga equipa, – poderíamos estar perante uma motivação extra para ambos os lados, e julgo que ele existiu.
Nos minutos iniciais do jogo o Gulpilhares tentou tomar conta da partida organizando os seus ataques fazendo circular a bola por todos os seus atletas tentando baralhar as marcações defensivas do Espinho, por sua vez o Espinho estava concentrado defensivamente e espreitava o contra-ataque sempre rápido à baliza do Gulpilhares. O jogo era rápido e por vezes bem jogado, as situações de golo iam surgindo numa primeira fase em maior numero e perigo na baliza do Espinho, mas, a resposta da equipa da casa foi boa equilibrando a partida criando também algumas situações de possível golo, – o jogo estava interessante de seguir e só os intervenientes directos (jogadores) poderiam desequilibrar, os treinadores, esses pouco poderiam fazer para alem dos já conhecidos (BERROS) até porque são bem conhecedores da forma de montar as equipas um do outro, neste caso, o Fernando Almeida levou a melhor este fim de semana perante o Barbosa 2-0….
As equipas estavam bem encaixadas uma na outra e o placar teimava em não mexer, a onze minutos do intervalo foi pedido o primeiro desconto de tempo na tentativa de alterar o rumo do jogo, pouco se alterou, mas foi a AAE a conseguir inaugurar o marcador a cinco minutos e cinquenta segundos do intervalo, – não sei se era justo ou não mas ficava bem a AAE estar a vencer nesta altura, existiram períodos em que empurrou o Gulpilhares para a sua baliza assim como também existiram situações em que foi feliz em não sofrer o golo do Gulpilhares. O intervalo chegou com a consolação da AAE sair vencedora.
O segundo período para a AAE não deveria ter tido os quarenta e sete segundos iniciais (19:24, 19:13), se deram uma excelente replica no primeiro tempo estando concentrados este início foi muito mau, em duas bolas de saída sofreu dois golos – não pode acontecer. Com a reviravolta consumada quase sem saber como o Gulpilhares inverteu as situações e agora era ele a defender bem e espreitando os contra-ataques, a AAE tudo fez para conseguir o empate e se na primeira parte apesar de sair a vencer o Gulpilhares poderá ter sido um pouco superior, no segundo tempo julgo que terá sido o contrario a AAE foi superior mas quem saiu vencedor foi o Gulpilhares.
O tempo corria, já o marcador não alterava, a decisão da partida surge num rápido e bem executado contra-ataque do Gulpilhares ampliando para três a um.
A AAE mesmo assim nunca deixou de ir à procura de outro resultado – só deitou a toalha ao chão no interior do balneário depois do merecido banho, dispôs ainda de um livre directo em virtude da decima falta do Gulpilhares, poderia encurtar para a diferença mínima, restavam seis minutos, não conseguiu converter tendo a bola embatido com estrondo no poste, talvez tenha sido aqui que tudo se decidiu… mas estes miúdos digo Miúdos porque o são, dignificaram bem a camisola que vestiram e até ao apito final nunca deixaram de acreditar que podiam alterar os acontecimentos, a insistência deu-lhes a possibilidade de a catorze segundo do fim converter um livre directo em virtude do Gulpilhares ter feito a decima quinta falta, a conversão foi exemplar não dando hipótese de defesa ao redes visitante – a descarga emocional também foi visível e julgo que teve um único destinatário, e o visado soube decifrar a mensagem ou não tenha também ele reagido no final do jogo, se um esteve mal no gesto o outro não esteve só ontem mal na mensagem que deu esteve muito mal durante uma época.
O tempo já não dava para mais e o resultado estava feito, o Gulpilhares saiu vencedor no jogo a AAE saiu vencedora na postura, na atitude e ganhou uma equipa.
Parabéns a todos os intervenientes afinal são todos amigos.




Cinco inicial: Joel, Carlos, Henrique, Edgar (1) e Filipe (Cap.1)
Jogaram ainda: Rafael, Pedro
Jogadores não utilizados: Lucas
Treinador: João Barbosa
Massagista: Cila
Seccionistas: Alfredo e José
Faltas: 7-15

Marcha do marcador:
1º Tempo 1-0
2º Tempo 1-1; 1-2; 1-3; 2-3
Arbitro: Trabalha na Reanult mas não sei o seu nome, teve algumas decisões menos acertadas no que diz respeito a faltas de equipa, onde a equipa da casa foi a mais prejudicada, acompanhou os lances um pouco de longe o que dificultava uma boa apreciação dos mesmos, esse distanciamento prejudicou a decisão que viria a tomar em algumas ocasiões.

Assistência: 82 pessoas.

AL




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